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Morre jovem que respirava durante doação de órgãos

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Gabriel Sartini

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Morreu na noite de domingo (2) a jovem Glenda Paula Marçal dos Santos, de 24 anos, que foi dada como morta pelos médicos do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, no dia 31 de dezembro, e apresentou sinais vitais na hora da retirada dos órgãos que seriam doados.

Glenda estava internada na UTI por causa de um acidente de carro que sofreu na via rápida do Portão no dia 16 de dezembro do ano passado. Ela morava na Cidade Industrial, tinha duas filhas, uma de 8 anos e outra de 8 meses, e foi enterrada nesta segunda-feira no Cemitério Bonfim.

Glenda sofreu uma lesão grave no pescoço e no dia 30 de dezembro, 14 dias após o acidente, uma junta médica definiu que ela teve morte cerebral. A família foi chamada e autorizou a doação de órgãos.

No dia seguinte, 31 de dezembro, os aparelhos que mantinham a jovem viva, foram desligados. No momento em que a doação de órgãos iria começar, o anestesista percebeu que Glenda respirava e suspendeu a retirada. Ela foi encaminhada novamente para a UTI, onde ficou por mais dois meses até morrer na noite deste domingo.

Segundo a Banda B, a direção do Hospital do Trabalhador foi procurada por volta das 8 horas desta terça-feira (4). A informação do setor de assistência social é de que não havia nenhum posicionamento do hospital sobre o caso no momento e que uma resposta só poderia ser dada pela direção na quinta-feira, após o feriado de Carnaval.

Informações da rádio Banda B.

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