Atos da direita pelo país pedem saída de Alexandre de Moraes
Manifestações em São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia e Rio de Janeiro concentraram presidenciáveis da direita neste 7 de Setembro

A data que comemora os 204 anos de Independência do Brasil foi utilizado como mote para diversos atos da direita ao redor do país. Com candidatos ocupando a Avenida Paulista e o Obelisco do Ibirapuera em São Paulo, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e atos em Goiás e no Rio de Janeiro.
Na Avenida Paulista, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), junto com aliados, se reuniu em frente ao Parque Trianon para entoar mensagens contra o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) - com informações de CNN Brasil.
Discursaram no mesmo palanque de Flávio: o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes, os candidatos ao Senado Gustavo Gayer (PL), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o pastor Silas Malafaia, o vice de sua chapa Alfredo Gaspar (PL) além de Daniella Marques, coordenadora de economia da campanha.
Em seu discurso, Flávio afirmou que o judiciário precisa de proteção e que o “consórcio de Lula com Moraes vai acabar”,
“Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”, disse após defender que "quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes".
O argumento do voto também foi usado pelo vice de sua chapa, Alfredo Gaspar. "Nós temos duas faces da mesma moeda, lula e moraes. Não existe Lula sem Moraes e não existe Moraes sem Lula. O Brasil vai enxotar Lula e Moraes", defendeu.
O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas defendeu em seu discursoque as "revelações" sobre Moraes precisam ser escalrecidas e que "todos devem se submeter ao império da lei, doa o que doer, custe o que custar".
Outros candidatos em São Paulo
Mais cedo,o também candidato a presidente Romeu Zema (Novo) esteve presente na Avenida Paulista, onde seu partido dividiu as bandeiras e santinhos com o PL (Partido Liberal) de Flávio Bolsonaro.
Interpelado por jornalistas, Zema criticou a atuação da "turminha" dos ministros do STF Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
"O ministro Flávio Dino faz parte da turminha que quer que tudo continue como está, por que tem gente poderosa se beneficiando. Faz parte da turminha do Moraes, do Toffoli, do Gilmar Mendes, é a mesma turminha. E estamos vendo o que são capazes de fazer."
Ele afirmou que conversará com a ministra Cármen Lúcia sobre seu posicionamento e afirmou esperar que a consciência de sua conterranea "fale mais alto que o espírito corporativista".
Zema ainda afirmou que, caso eleito, será o presidente que mais indicará mulheres à Suprema Corte. "As mulheres são mais honestas. Fui o governador que mais nomeou mulheres, serei o presidente que mais vai nomear mulheres ao Supremo", afirmou.
Ainda em São Paulo, no Obelisco Ibirapuera, o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, lançou o "Manifesto pelo Futuro da Nação" com críticas ao atual sistema político e ao STF, além da defesa por mundanças nas insitutições e o avanço das investigações sobre o Banco Master. Os outros presidenciáveis foram convidadores a assinarem o manifesto.
Durante o discurso, Renan chamou Moraes de "imperador" e repetiu o que disse durante sabatina da CNN Brasil, de que não pretende reconhecer as decisões de Moraes e Dias Toffoli.
Ele também criticou os candidatos que defendem a indicação de mulheres para a Suprema Corte.
"Meus adversários estão propondo como solução nomear mulheres para o STF. Não me parece ser essa a solução, a despeito de termos mulheres muito qualificadas para os cargos. Parece que está todo mundo fazendo média em um país onde as mulheres também desistiram de discutir política".
Também houveram críticas a Lula e Flávio Bolsonaro ao afirmar que o brasileiro "odeia o Brasil".
"As pessoas odeiam tanto o Brasil que, quando você pensa em melhorar, as pessoas fazem objeções contra você. Quando você sonha em melhorar o país para todo mundo, homens e mulheres, brancos e negros, todos vêm com objeções. Porque ninguém pode deixar que você imagine que o seu país seja diferente desse lixo que ele se tornou. O Brasil se tornou um lixo!", pontuou Renan.
Goiás
Ex-governador do estado e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) participou do Desfile Cívico em comemeração à Independência do Brasil em Goiânia.
No evento, Caiado disse que o povo brasileiro "não pode comemorar a Independência" e direcionou críticas ao presidente Lula, afirmando que ele não pode defender a soberania nacional visto que "entregou o Brasil à facções criminosas" e "não tem autoridade moral".
"Sete de Setembro é para comemorar a Independência, o povo brasileiro não pode comemorar. Onde é que está a independência desse povo no Brasil? [...] Onde é que está a independência do cidadão que mora no Ceará? Que mora hoje no morro do Borel, no Alemão? Onde é que está a independência dessas pessoas? É isso que eu vou devolver ao Brasil", afirmou.
Na mesma linha crítica, o candidato do PSD voltou a defender a indicação de quatro mulheres ao STF, classificando como um "compromisso que coloquei com o país".
Ao justificar suas possíveis indicações, Caiado argumentou que não se vê ministras "constrangerem o Brasi".
"Eu terei ali [na Presidência] a possibilidade de indicar quatro vagas de Supremo. E as quatro serão indicadas por mim e serão mulheres que estarão assumindo o Supremo Tribunal Federal. Você nunca viu ali as mulheres que compõem ou que passaram por lá, constranger o Brasil com qualquer situação como essa que nós estamos vendo hoje."
Belo Horizonte
Na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram para protestar contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
O ato contou com a presença dos candidatos ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos); postulantes ao Senado Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio Superman (Novo); e o candidato à reeleição e deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O candidato à Casa Alta, Carlos Viana (PSD) foi convidado a participar, mas não compareceu.
Rio de Janeiro
Na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o escritor e candidato a presidente, Augusto Cury (Avante), reuniu apoiadores para pedir a independência do STF, em meio a crise que deflagrou a Corte.
"O STF tem de ter independência, temos que respeitar o STF, só quero que haja transparência em tudo, não estou defendendo um ministro ou outro. Quero que André Mendonça, Fachin, tenham plena independência para investigar todo indício de corrupção", afirmou Cury em coletiva após discursar no ato.
Confira um resumo da notícia:
Atos de 7 de Setembro: Manifestações da direita ocorreram em diferentes cidades do país, com críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Flávio Bolsonaro e aliados: Na Avenida Paulista, Flávio defendeu mudanças no Judiciário e afirmou que o “consórcio de Lula com Moraes vai acabar”. Tarcísio de Freitas e outros aliados também fizeram críticas ao ministro.
Outros atos pelo país: Romeu Zema e Renan Santos participaram de manifestações em São Paulo; Ronaldo Caiado esteve em Goiânia; apoiadores de Bolsonaro se reuniram em Belo Horizonte; e Augusto Cury realizou ato no Rio de Janeiro em defesa da independência do STF.





















