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Seis corpos são deixados em câmaras frias em Foz do Iguaçu

Superlotação dos cemitérios públicos da cidade gera crise sanitária e administrativa

Os corpos estão aguardando para serem sepultados
Os corpos estão aguardando para serem sepultados -

Publicado por André Ribeiro

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A superlotação dos cemitérios públicos de Foz do Iguaçu , no Oeste do Paraná, gerou uma crise sanitária e administrativa na cidade. Atualmente, seis corpos de pessoas não identificadas aguardam sepultamento e precisam ser mantidos em câmaras frias, sendo cinco no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, que já está com mais da metade de sua capacidade ocupada, e um sob responsabilidade da Polícia Científica. O impasse ocorre em meio a uma disputa judicial entre a prefeitura e a Camis, concessionária responsável pela administração de cinco cemitérios municipais.

Diante da gravidade e do risco sanitário iminente, a Justiça determinou que o município apresente um plano de ação emergencial no prazo de cinco dias. Paralelamente, a prefeitura instaurou um processo administrativo contra a empresa após alertas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente sobre possíveis descumprimentos de obrigações contratuais.

A concessionária recebeu prazo de cinco dias para apresentar sua defesa, que será analisada para a eventual aplicação de penalidades pelo gabinete do prefeito. A Camis classifica as acusações da prefeitura como falaciosas e afirma que já havia alertado o poder público sobre o esgotamento das vagas gratuitas. Na tentativa de liberar espaço, a empresa abriu dez jazigos no Cemitério Municipal Parque Nacional nos últimos dois meses, mas apenas uma exumação foi possível, já que nos demais casos os corpos ainda estavam íntegros.

Com informações da TNOnline, parceira do Portal aRede.

Confira o resumo da notícia

Crise Sanitária e Acúmulo de Corpos: A superlotação dos cemitérios públicos de Foz do Iguaçu obrigou a manutenção de seis corpos não identificados em câmaras frias (cinco no hospital municipal e um na Polícia Científica), gerando risco à saúde pública.

Disputa Judicial e Prazos do Poder Público: A Justiça deu cinco dias para a prefeitura apresentar um plano de ação emergencial. Em paralelo, o município abriu um processo administrativo contra a concessionária Camis por suspeita de descumprimento de contrato, dando-lhe o mesmo prazo para defesa.

Posicionamento da Concessionária: A Camis nega as acusações, afirma que já tinha alertado sobre o fim das vagas gratuitas e relata dificuldades técnicas para liberar espaço, pois as tentativas recentes de exumação falharam devido à integridade dos corpos.

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