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SP: resultado de investigação diz que policial Gisele foi assassinada

Réu por feminicídio, tenente-coronel Geraldo Neto segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava -

Publicado por André Ribeiro

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A hipótese de assassinato foi o resultado mais cabível da investigação policial no caso da morte da soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana, segundo os materiais analisados pela perícia. As informações constam em laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, assinado na última terça-feira (1º).

O laudo aponta ainda que houve intervenção de segunda pessoa na morte de Gisele, o que corrobora com a hipótese de que ela foi morta. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio contra Gisele, sua então companheira, em fevereiro deste ano.

“A hipótese de intervenção de segunda pessoa resistiu ao confronto com a totalidade dos elementos objetivos examinados, não tendo sido identificado elemento material que a contradissesse”, diz o laudo.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades. O registro foi posteriormente alterado para morte suspeita.

O réu foi preso um mês após o crime, em 18 de março, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Em entrevista à Agência Brasil, o advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, disse que o resultado não é nenhuma surpresa e que os laudos anteriores já confirmavam a hipótese.

O advogado informou que uma nova audiência do caso ocorrerá na próxima terça-feira (8), quando o réu deverá ser interrogado.

“A defesa do acusado insistiu em alguns pontos, fez alguns questionamentos, os quesitos foram devidamente respondidos, e [a resposta] só corrobora com tudo o que tem nos autos. Ou seja, a negativa do acusado [pelo assassinato de Gisele] está isolada nos autos.”

Histórico

Laudos necroscópicos feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele, ainda no início das investigações, já apontavam lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões foram descritas como resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

Uma testemunha vizinha disse, em depoimento, que ouviu um disparo às 7h28 do dia da morte de Gisele. Às 7h57, Geraldo Neto acionou o Copom sobre a ocorrência. Houve um intervalo de quase meia hora para o pedido de socorro.

O advogado mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum.

Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em seus depoimentos.

Com informações da Agência Brasil.

Confira o resumo da notícia

Laudo policial: Laudo complementar do Instituto de Criminalística de SP confirma que a cena do crime e o padrão de manchas de sangue são incompatíveis com um ato provocado pela própria vítima, apontando a intervenção de uma segunda pessoa na morte da policial.

Réu por feminicídio: O tenente-coronel Geraldo Neto, companheiro da vítima, é réu pelo crime e continua preso.

Provas e irregularidades: Exames anteriores já mostravam lesões por agressão no corpo de Gisele e uma foto suspeita com a arma na mão, além da revelação de que três policiais limparam o apartamento horas após o ocorrido.

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