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Caso Letícia e Estela: rastreio telefônico aponta nova área onde estariam os corpos

Defesa afirma que principal suspeito pode estar escondido no noroeste do estado ou no Paraguai

Primas Letícia e Estela
Primas Letícia e Estela -

Publicado por Diego Chila

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A investigação sobre o desaparecimento das primas Letícia e Estela, no Paraná, deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias a partir da análise de dados do celular do principal suspeito, identificado como Clayton. Segundo a advogada da família das vítimas, Josiane Monteiro Bichet, o rastreamento das conexões do aparelho com torres de telefonia indicou um local inédito onde ele teria permanecido por um período considerável.

Essa nova área, diferente da que vinha sendo vasculhada na região de Paraíso do Norte, passará por buscas, já que as autoridades trabalham com a forte hipótese de que os corpos das jovens estejam no local.

Embora o caso ainda seja registrado oficialmente como desaparecimento, a Polícia Civil considera de forma contundente a linha de homicídio, baseada no tempo transcorrido e nos elementos colhidos no inquérito. Um dos indícios mais fortes partiu de um relato do próprio filho do suspeito.

O menino informou às autoridades que o pai confessou ter "feito uma besteira" e que, por isso, precisaria ficar fora durante um tempo. Apesar de o cenário apontar para um desfecho trágico, a advogada ressaltou em entrevista à RIC Record que as mães das jovens ainda nutrem a esperança de encontrá-las com vida.

Desaparecimento

A dinâmica da noite do desaparecimento também foi detalhada pela defesa. Letícia e Estela saíram de Cianorte para um show em Paranavaí, pegando carona com Clayton, que já era conhecido das vítimas. Imagens de segurança e relatos de testemunhas confirmaram uma discussão intensa entre o suspeito e as primas ainda dentro da casa noturna, fato considerado pelos investigadores como o estopim do caso.

Após a briga, Clayton saiu pela porta principal, enquanto as jovens utilizaram a saída de emergência minutos depois. Embora não haja registros em vídeo do embarque, a polícia conclui que elas entraram na caminhonete do suspeito, pois dependiam dele para retornar à cidade de origem.

As autoridades acreditam que um possível crime tenha ocorrido dentro do próprio veículo, motivado pela continuidade da discussão iniciada na boate. Segundo relatos das famílias, as jovens tinham personalidade forte e dificilmente deixariam o atrito sem novos desdobramentos.

A situação pode ter sido agravada pelo suposto consumo de álcool e drogas por parte do suspeito naquela noite. Atualmente foragido, Clayton pode estar escondido na região noroeste do Paraná, mas a polícia não descarta uma fuga para o Paraguai, país com o qual ele mantém contatos frequentes. As autoridades seguem checando denúncias anônimas e as diligências de busca devem ser retomadas já no início da próxima semana.

Com informações: TN Online

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