Comissão da 6x1 tem audiência em dia de definição do relatório | aRede
PUBLICIDADE

Comissão da 6x1 tem audiência em dia de definição do relatório

Relator terá encontro com Hugo Motta para definir ajustes finais do texto que será apresentado na quarta (20) para ser votado na semana que vem

O relator do fim da jornada 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O relator do fim da jornada 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) -

Publicado Por Milena Batista

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A comissão especial da Câmara dos Deputados, responsável por discutir o fim da escala 6x1, realiza uma audiência pública nesta terça-feira (19). No mesmo dia, o relator da PEC, deputado Leo Prates, deve concluir o texto da proposta que será apresentado aos parlamentares.

Conforme a CNN, para definir os últimos ajustes do relatório, Prates terá uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o presidente da comissão especial, Alencar Santana. O encontro deve ocorrer no fim da tarde e abordar os pontos considerados mais delicados da proposta. O cronograma definido pela Câmara prevê a apresentação do relatório no dia 20 de maio.

A votação do parecer na comissão especial está marcada para 26 de maio.

Segundo integrantes do grupo, a proposta deverá ter um texto “enxuto e conciso”, baseado em três pilares: redução da jornada semanal para 40 horas, fim da escala 6x1 com garantia de dois dias de folga por semana e manutenção dos salários dos trabalhadores.

Parlamentares da oposição demonstraram otimismo em relação ao texto e afirmam que parte das reivindicações foi considerada pelo relator. Entre os pontos debatidos estão um prazo maior de transição para as empresas e a possibilidade de convenções coletivas definirem modelos de jornada. Também segue em discussão uma eventual compensação para setores econômicos que possam ser impactados pela mudança.

O governo federal, por outro lado, argumenta que o mercado tem condições de absorver a alteração. Integrantes do Planalto defendem que avanços sociais anteriores, como reduções de jornada, aumento do salário mínimo e a criação da CLT, ocorreram sem mecanismos de compensação aos empregadores.

A reunião entre os líderes políticos ainda não tem horário confirmado, mas deve ocorrer após a audiência pública da comissão, marcada para as 10h. O debate deve abordar os impactos da escala de trabalho sobre a saúde dos trabalhadores e exemplos de acordos realizados espontaneamente entre empresas e funcionários.

Foram convidados representantes do Ministério Público do Trabalho, do Conselho Federal de Psicologia e da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas.

A comissão especial analisa conjuntamente duas propostas: uma apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes e outra protocolada em 2025 pela deputada Erika Hilton.

Os dois textos defendem a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. Em 22 de abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a admissibilidade das propostas, permitindo o avanço da discussão no Congresso Nacional.

Agora, a comissão especial debate o mérito da matéria, incluindo regras de transição e possíveis incentivos ao setor produtivo para reduzir impactos econômicos da medida.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right