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Mãe é condenada por permitir que namorado matasse filho de 2 anos

O namorado da mulher, Scott O’Connor, de 36 anos, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio culposo, além de cinco anos de liberdade condicional estendida

Zoe Coutts, de 35 anos, foi considerada culpada por não impedir as agressões sofridas pelo menino Kol Page
Zoe Coutts, de 35 anos, foi considerada culpada por não impedir as agressões sofridas pelo menino Kol Page -

Publicado Por João Iansen

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Uma mãe foi condenada a 10 anos de prisão após a Justiça concluir que ela permitiu que o namorado matasse o próprio filho, de apenas 2 anos, em um caso ocorrido no Reino Unido. Zoe Coutts, de 35 anos, foi considerada culpada por não impedir as agressões sofridas pelo menino Kol Page, que morreu dois anos depois de sofrer graves ferimentos provocados pelo companheiro dela.

O namorado da mulher, Scott O’Connor, de 36 anos, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio culposo, além de cinco anos de liberdade condicional estendida. Com informações da Banda B, parceira do Portal aRede.

Segundo o tribunal, o filho sofreu uma sequência de agressões enquanto vivia sob os cuidados do casal. Em abril de 2022, o menino foi violentamente espancado e teve lesões consideradas “catastróficas”, comparadas por especialistas a ferimentos vistos em graves acidentes de trânsito.

Kol foi encontrado sem respirar dentro da casa da família, com hematomas no rosto e um grave ferimento no abdômen provocado por um chute, soco ou pisão. Ele chegou a ser socorrido e passou por cirurgia, mas sofreu hemorragia interna, parada cardíaca e danos cerebrais severos.

Enquanto a polícia e os paramédicos invadiam a casa para resgatar o menino, a mãe gritava: “Não é justo“. As informações são do jornal Mirror.

A criança sobreviveu por pouco mais de dois anos, mas morreu em junho de 2024, aos quatro anos e três meses de idade, em decorrência das complicações causadas pelas agressões.

Mãe condenada ignorou sinais de que namorado matasse filho

Durante o julgamento, o juiz afirmou que a mãe não atacou diretamente o filho, mas ignorou sinais claros de violência e falhou ao protegê-lo do namorado. “Você devia saber que os ferimentos foram infligidos por Scott O’Connor. Em vez de proteger Kol, você continuou morando com ele”, afirmou o magistrado ao anunciar a sentença.

O tribunal ouviu relatos de que o menino apresentava hematomas frequentes e sinais crescentes de agressão física. Em uma das situações, Kol apareceu com os dois olhos roxos, ferimentos que especialistas acreditam terem sido causados por socos.

Mensagens trocadas entre o casal também foram apresentadas aos jurados. Em uma delas, a mãe informou ao namorado que o filho estava reclamando durante a madrugada. O homem respondeu sugerindo que ela “desse um tapa” na criança para fazê-la dormir novamente.

Os promotores afirmaram ainda que o casal chegou a ir a uma partida de futebol em vez de procurar atendimento médico para o menino, mesmo diante da gravidade dos ferimentos.

A mãe adotiva de Kol prestou depoimento no tribunal e descreveu o sofrimento vivido pela criança após as agressões. Segundo ela, o menino sentia dores intensas e precisava de cuidados constantes.

A polícia britânica afirmou que o caso revelou uma sequência de abusos contra uma criança indefesa dentro da própria casa. Para os investigadores, a mãe condenada deixou de agir para impedir que o namorado matasse o filho, mesmo diante dos sinais evidentes de violência.

RESUMO

Condenação do casal: Zoe Coutts foi condenada a 10 anos de prisão por permitir as agressões contra seu filho de 2 anos, enquanto seu namorado, Scott O’Connor, recebeu 18 anos de reclusão pelo homicídio da criança.

Gravidade das agressões: O menino sofreu lesões abdominais e cerebrais "catastróficas" em 2022, comparadas a ferimentos de acidentes de trânsito, vindo a falecer em 2024 devido às sequelas permanentes dos abusos.

Omissão materna: O tribunal concluiu que a mãe ignorou sinais evidentes de violência, como hematomas constantes, e priorizou o relacionamento com o agressor em vez de proteger o filho ou buscar ajuda médica.

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