Paraná confirma primeiro caso de Mpox: quais os riscos do vírus? | aRede
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Paraná confirma primeiro caso de Mpox: quais os riscos do vírus?

Estado é mais um a registrar que, até aqui, soma quase 100 casos no Brasil em 2026; infectologista orienta população

Um dos principais sintomas da mpox é a erupção na pele (bolhas, feridas ou crostas)
Um dos principais sintomas da mpox é a erupção na pele (bolhas, feridas ou crostas) -

Publicado por Lilian Magalhães

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O vírus da Mpox segue sendo um ponto de atenção na saúde pública do Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, apenas nos primeiros dois meses do ano, 88 casos já foram registrados no Brasil. O alerta é reforçado pela quase dobra de dados na última semana visto que, até o dia 20 de fevereiro, eram apenas 48 ocorrências confirmadas no país.

Na última quarta-feira (25), o Paraná confirmou o primeiro caso da doença em 2026. A Secretária de Estado de Saúde confirmou que um homem paraguaio teve a infecção diagnosticada em Foz do Iguaçu, na região oeste do estado. Nos últimos dois anos o Paraná registrou 93 casos da doença: foram 44 casos em 2025 e 49 em 2024. Dentre os pacientes, 88 são homens. Esse é, portanto, o 94º caso do estado.

Dentre um número considerável de ocorrências, muitos se perguntam quais os reais perigos de uma possível infecção por Mpox. A reportagem do iG conversou com Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp que falou um pouco sobre os riscos e os maiores problemas em se ter o vírus da Mpox.

Primeiramente, o que é a Mpox?

A Mpox é uma doença viral causada pelo vírus Monkeypox e se caracteriza principalmente por lesões na pele. A infecção provoca erupções que lembram bolhas ou feridas e podem permanecer por duas a quatro semanas.

Além das lesões, o paciente pode apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos. As erupções podem surgir no rosto, mãos, pés, região genital, anal e virilha.

Como ocorre a transmissão?

O vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas. Isso inclui toque em lesões, contato com fluidos corporais, secreções respiratórias e mucosas. A transmissão também pode ocorrer durante conversas muito próximas, relações sexuais, beijos ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e utensílios pessoais.

De acordo com o infectologista, o principal risco da mpox não está apenas no vírus e sim em como cada organismo vai reagir ao problema. "O principal risco da mpox não está apenas no vírus, mas em como o organismo da pessoa responde a ele. Em indivíduos saudáveis, a infecção tende a ser autolimitada, mas em pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas, gestantes ou portadores de doenças crônicas, o quadro pode se tornar mais grave. Nessas situações, as lesões podem ser mais extensas, mais dolorosas e demorar mais para cicatrizar, aumentando o risco de complicações", diz. Ele também faz um alerta ao risco que uma pessoa infectada pode trazer para outros indivíduos.

Período de incubação e diagnóstico

Os sintomas gerais e iniciais da mpox podem ser perigosamente confundidos como de um mal-estar comum, como gripe ou virose. O infectologista Alexandre Barbosa explicou como que as suspeitas começam no corpo, desde os primeiros sintomas, até o surgimento das manchas características da doença. 

O infectologista também orienta que, após se perceber essas primeiras mudanças no corpo, o ideal é evitar contatos físicos e, especialmente, íntimos. Isso diminui o risco de transmissão.

É necessário realizar isolamento, tal como o da Covid-19?

Autoridades de saúde orientam que pessoas com suspeita da doença iniciem isolamento imediato e evitem compartilhar objetos pessoais até o fim do período de transmissão. Porém, para o infectologista, ele não precisa ser "absoluto", tal como na Covid-19, por exemplo. 

Importante destacar que não há medicamento específico aprovado para a Mpox. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas, prevenção de complicações e recuperação do paciente.

A Mpox pode causar morte?

Na maioria das infecções, os sintomas desaparecem espontaneamente após algumas semanas. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com baixa imunidade podem desenvolver formas graves. Entre as possíveis complicações estão infecções bacterianas, pneumonia, inflamações no cérebro e no coração e problemas oculares. Em casos severos, pode ser necessária internação hospitalar e uso de antivirais.

Estudos indicam que a taxa de mortalidade varia bastante, podendo ir de 0,1% a 10%, dependendo do acesso a cuidados médicos e das condições de saúde do paciente. Na maioria das infecções, os sintomas desaparecem espontaneamente após algumas semanas. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com baixa imunidade podem desenvolver formas graves.

Entre as possíveis complicações estão infecções bacterianas, pneumonia, inflamações no cérebro e no coração e problemas oculares. Em casos severos, pode ser necessária internação hospitalar e uso de antivirais. Estudos indicam que a taxa de mortalidade varia bastante, podendo ir de 0,1% a 10%, dependendo do acesso a cuidados médicos e das condições de saúde do paciente.

Com informações de: iG.

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