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Mulheres contam o desafio de lidar com o câncer de mama em tempos de isolamento

Beneficiárias do Hapvida NotreDame Intermédica compartilham histórias que se confundem com o isolamento social e reforçam importância da prevenção; casos cresceram 30% no PR

Beneficiárias do Hapvida NotreDame Intermédica compartilham histórias que se confundem com o isolamento social e reforçam importância da prevenção; casos cresceram 30% no PR
Beneficiárias do Hapvida NotreDame Intermédica compartilham histórias que se confundem com o isolamento social e reforçam importância da prevenção; casos cresceram 30% no PR -

Da Redação

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Com o medo do contágio da covid-19, milhares de mulheres paranaenses deixaram de fazer seus exames preventivos, o que contribuiu para que o câncer de mama voltasse a ter casos mais graves no estado.

Ele é, também, o que acomete mais mulheres em todo o mundo: no Brasil, segundo o INCA, foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama em 2022, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

O tumor também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil, com taxa de mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, para 2019, de 14,23/100 mil. A maior taxa de incidência e de mortalidade está justamente na Região Sul, seguida do Sudeste.

Mastologista reforça importância da prevenção

Para a mastologista do Hapvida NotreDame Intermédica Sul, Dra. Érica Mendes, a mensagem fundamental da campanha Outubro Rosa, mês de conscientização do câncer de mama, é voltar a atenção para a prevenção entre as mulheres.

“É um tipo de câncer muito prevalente e o que mais mata”, salienta. “O diagnóstico precoce é importantíssimo para aumentar as chances de cura. É muito recomendado que as pacientes procurem seus ginecologistas ou um mastologista sempre que sentirem algum tipo de alteração na mama”.

A especialista recomenda também que outra forma de prevenção é cuidar da própria saúde: não fumar, não beber, praticar atividades físicas e evitar alimentos multiprocessados são algumas formas simples de reduzir as chances de desenvolver um tumor.

De acordo com um levantamento divulgado em julho deste ano, os casos de câncer tiveram uma alta expressiva em 2022: um crescimento de 30% nos diagnósticos, número que se confunde com o isolamento social após a pandemia da covid-19.

Lúcia viveu misto de sentimentos “entre viver e morrer” ao descobrir o câncer

Beneficiária do Hapvida NotreDame Intermédica, Lúcia Afonso tem 44 anos e descobriu o câncer de mama em meados deste ano, em junho. “A sua vida ‘vira uma chave’ e você tem apenas duas opções: lutar e aceitar ou, realmente, viver aquele luto”, lembra ela, que faz tratamento no Centro de Oncologia do bairro Cabral

Lucia conta que tudo aconteceu rápido, “como uma avalanche”: em menos de dois meses, ela fez todos os exames necessários, realizou a cirurgia de quadrantectomia unilateral da mama direita (procedimento que retira parte da mama acometida pelo câncer), já com a simetria da esquerda. Com o pós-operatório em dia, ela está seguindo um procedimento envolvendo seis quimioterapias.

Enfermeira e instrumentadora cirúrgica, ela conta que tinha uma ideia de ser “mulher maravilha” e, por isso, nunca tinha feito exames preventivos. “Minha vida mudou completamente, mas eu diria que desde o diagnóstico até hoje o meu maior desafio foi perder os cabelos”, pondera ela, que disse que quando os fios começaram a cair foi quando realmente se deu conta de que estava em tratamento do câncer de mama.

Ela conta que, além de sua família, o trabalho é uma extensão da sua casa. E, graças a isso, a empatia que teve dos seus próprios colegas - parte deles envolvidos no seu tratamento - foi fundamental.

“São pessoas maravilhosas que me acolheram e estão vivendo cada etapa do tratamento comigo”, emociona-se. “Isso te mostra o valor da vida e o significado das pequenas coisas à sua volta. “Se a minha história fizer com que uma mulher seja diagnosticada a tempo e tiver a mesma chance que eu, ficarei muito feliz. Se estiver passando por isso, lute com todas as suas forças, o diagnóstico não é o fim e sim o início de uma nova história. Façam o autoexame, não se permitam levar o susto que eu levei”.

Artesã de 34 anos descobriu o tumor durante autoexame no banho

A artesã Taís Lagos Mallo, diferente de Lúcia, já tinha a rotina de fazer o autoexame. Foi durante o banho, em 2021, que ela descobriu um nódulo. De início ela refutou a possibilidade de ser um câncer, devido à idade precoce, e por não ter histórico familiar.

“Ninguém na minha família até então tinha recebido um diagnóstico de câncer”, revela. “Em maio, marquei minha consulta para fazer os exames de rotina e através da ecografia de mama que me pediram, encontraram dois nódulos com características suspeitas. Tinha mais um, além do que eu sentia”.

No dia 6 de agosto de 2021, com o resultado da biópsia, Taís teve a confirmação do câncer de mama. O primeiro sentimento foi de medo, “porque a palavra câncer assusta, é como se fosse uma sentença”, revela.

“Tive medo de morrer, de deixar o meu filho, meu marido, mas depois decidi que não tinha outra opção a não ser a de lutar. Eu tinha um filho ainda para criar”, lembra ela. “Sempre tive muita fé que eu venceria o câncer, e crer que Deus que estava ali para me amparar foi essencial”.

Taís diz que a pandemia da covid-19 foi uma das responsáveis por deixar de fazer o acompanhamento médico, ainda em 2020. Ela só foi em meados de 2021, quando sentiu o nódulo, mas sempre continuou fazendo o autoexame.

O tratamento de Taís foi feito na NotreDame Intermédica, antes da fusão com o Hapvida: suas sessões de quimioterapia foram realizadas no centro oncológico, enquanto o procedimento cirúrgico foi feito no Hospital e Maternidade Brígida.

“Acho que foi importante descobrir a doença em um grau inicial, no meu caso estava em grau II, possibilitando uma resposta melhor ao tratamento e uma maior chance de cura”, diz. “Hoje estou em tratamento com hormonioterapia e caminhando para a radioterapia”.

Durante o processo houve vários desafios na trajetória da beneficiária do Hapvida NotreDame Intermédica Sul: ver os cabelos caindo e a questão do isolamento social na quimioterapia, por estar enfrentando esse tratamento durante uma pandemia, foram enormes.

“Mas acho que a fase mais desafiadora para mim foi a cirurgia: fiz uma mastectomia e me ver sem a mama foi um momento muito difícil”, conta Taís. “Tive a sorte de encontrar uma equipe humana, que preza sempre pelo bem-estar do paciente. Minha família e amigos estão presentes desde os primeiros dias do meu tratamento. Sem eles e Deus eu não conseguiria passar por tudo isso. Principalmente, o meu filho, por ele eu lutei todos os dias, ele foi muito importante em todo o processo. O apoio e cuidado de cada um deles foi fundamental para o sucesso do meu tratamento”.

Por fim, o momento mais marcante para Taís foi quando fez a última quimioterapia: ao tocar o sino, se despediu do lugar em que foi acolhida e cuidada por quase 6 meses. “Descobri uma nova Taís: muito mais forte e corajosa como jamais imaginei que eu pudesse ser. Aprendi nesse processo que prevenção é cuidado e amor por você e por aqueles que te amam. Não tenham medo, o diagnóstico precoce pode salvar a sua vida”, aconselha a artesã.

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