Anvisa libera uso da vacina Coronavac para crianças

Autorização foi dada na tarde desta quarta (13), após reunião da diretoria colegiada. O pedido do Butantan foi feito em março

Autorização foi dada na tarde desta quarta (13), após reunião da diretoria colegiada. O pedido do Butantan foi feito em março
Autorização foi dada na tarde desta quarta (13), após reunião da diretoria colegiada. O pedido do Butantan foi feito em março -

Da Redação

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Autorização foi dada na tarde desta quarta (13), após reunião da diretoria colegiada. O pedido do Butantan foi feito em março

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a aplicação da vacina Coronavac, usada contra a Covid-19, em crianças entre 3 e 5 anos. A aprovação ocorreu na tarde desta quarta-feira (13) após reunião da diretoria colegiada. O pedido inicial do Instituto Butantan, que produz o imunobiológico, foi feito em março deste ano. Ao todo, foram três pedidos de ampliação do uso da vacina.

Em junho, o Butantan entregou dados adicionais requisitados pela agência para analisar o pedido de autorização da vacina. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, que a decisão de incluir o imunizante no programa de vacinação para crianças será tomada só após análise da área técnica da pasta.

Segundo dados da Pfizer, cerca de 7% das crianças que receberam uma dose da vacina apresentaram alguma reação, mas em apenas 3,5% os eventos tinham relação com o imunizante. Nenhum deles foi grave.

Após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e autorização pelo Ministério da Saúde, a dose pediátrica da vacina contra a Covid-19 já está sendo administrada no Brasil em crianças entre 5 e 11 anos. Porém, os pais devem ficar atentos para evitar erros na aplicação do imunizante nos pequenos. De acordo com a Fiocruz, vacinar crianças contra a Covid é necessário para evitar a circulação do vírus em níveis altos, além de assegurar a saúde dos pequenos.

Apesar de não ser necessária a prescrição médica para vacinação, o governo federal recomenda que os pais procurem um profissional da saúde antes de levar os filhos para tomar a vacina. Segundo a Anvisa, a grande maioria dos eventos adversos pós-vacinação é decorrente da administração do produto errado à faixa etária, da dose inadequada e da preparação errônea do produto.

A vacina infantil vem em uma embalagem de cor laranja, diferente da versão para maiores de 12 anos, que é roxa. A seringa utilizada é a de 1ml, e o volume aplicado deve ser de 0,2ml. A identificação correta das doses para crianças de 5 a 11 anos é uma obrigação das autoridades públicas, que devem garantir ainda um treinamento eficiente para toda a equipe responsável.

De acordo com a Pfizer, a quantidade aplicada nas crianças foi cuidadosamente selecionada com base em dados de segurança e imunogenicidade. Os estudos clínicos da farmacêutica indicaram menor possibilidade de reações adversas no uso de doses menores. As respostas imunológicas também se mostraram mais eficientes porque as crianças, normalmente, têm resposta imune mais robusta

Segundo dados da Pfizer, cerca de 7% das crianças que receberam uma dose da vacina apresentaram alguma reação, mas em apenas 3,5% os eventos tinham relação com o imunizante. Nenhum deles foi grave. Após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e autorização pelo Ministério da Saúde, a dose pediátrica da vacina contra a Covid-19 já está sendo administrada no Brasil em crianças entre 5 e 11 anos. Porém, os pais devem ficar atentos para evitar erros na aplicação do imunizante nos pequenos 

Avaliação técnica

Ao longo da reunião, pesquisadores frisaram que o imunizante se mostrou seguro e eficaz contra a Covid-19 nessa faixa etária. Rafaella Fortini, pesquisador do Instituto René Rachou, estrutura da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais, defendeu a aplicação.

“Vemos que as crianças desenvolvem uma resposta mais robusta do que os adultos e os idosos”, disse.

Na mesma tendência, Valéria Valim, professora de medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e coordenadora de um estudo, declarou que a vacina reduz a internação de crianças.

Segundo a médica, estudos mostram que a Coronavac é tão eficaz nesta faixa etária como em crianças acima de 5 anos.

Os pesquisadores Manoel Barral, da Fiocruz Bahia, e Marco Aurélio Safadi, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, também defenderam o uso.

A diretora Meiruze Sousa Freitas, relatora do processo de aprovação, frisou que a Anvisa monitora o resultado de pesquisas de efetividade da vacina em crianças antes da aprovação, e que a medida é tomada com segurança.

Gustavo Mendes, gerente de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas da Anvisa, indicou que o esquema vacinal seja de duas doses com intervalo de 28 dias.

“A totalidade das evidências científicas disponíveis sugere que há indicativos de benefícios para utilização da vacina na população pediátrica”, pontuou.

Doses são iguais às dos adultos

Antes, a Coronavac era aplicada em crianças acima de 6 anos e que não tinham comorbidades. As doses da vacina fabricada pelo Butantan são iguais para todas as faixas etárias.

A autorização para uso no público de 6 a 17 anos foi concedida em janeiro de 2022. O imunizante para adultos é utilizado desde janeiro de 2021.

A Coronavac é produzida pelo Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Essa foi a primeira vacina a ser usada no Brasil.

No país, quatro vacinas têm aprovação da Anvisa: Pfizer, Coronavac, Janssen e AstraZeneca.

As informações são do site Metrópoles