Polícia prende trio suspeito de tráfico e homicídio

Operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (7) pelas polícias Civil e Militar de Carambeí, região dos Campos Gerais, resultou na prisão de três suspeitos de envolvimento no tráfico de drogas na cidade. José Maria Oliveira, de 30 anos, conhecido como Pataço, Carlos Francisco Moreira Santos, 24 anos, o Cacico, e Diego Rafael dos Santos, também de 24 anos, mais conhecido como Dieguinho, foram apontados pela polícia como responsáveis pelo comércio de drogas na região do Eldorado, Novo Horizonte e Bela Vista.
Eles são acusados de tráfico de drogas, associação criminosa e ocultação do cadáver de Valdines Lima, o Dinei, que está desaparecido desde janeiro deste ano. Com o trio, a polícia apreendeu ainda dinheiro, um capacete, vários aparelhos celulares e um caderno onde constam nomes de possíveis clientes do tráfico. Uma faca também foi apreendida pela polícia, que pode ser a mesma utilizada no suposto homicídio.
Segundo as investigações, Dinei, que integraria o grupo do tráfico, foi por morto por um desacerto de contas no comércio de drogas. “Temos quase 100% de certeza que se trata de um crime de homicídio, mas não podemos afirmar isso ainda, pois não temos a materialidade do crime que é o corpo”, explicou o delegado Marcus Vinicius Sebastião, ao completar que pela falta do corpo, optou-se pelas prisões temporárias.
No decorrer das investigações sobre o desaparecimento de Dinei, o delegado conta que surgiu o nome dos suspeitos e a motivação do crime, que é o tráfico de drogas. “O Dieguinho e o Cacico estavam presos justamente por tráfico de drogas, por outros inquéritos policias. E, o Dinei era ‘parceiro’ dos elementos no tráfico de entorpecentes, inclusive, - ele já havia sido preso em flagrante -, e era quem num primeiro momento ajudava eles, com dinheiro para a família e também o pagamento de advogado”, revela o delegado.
De acordo com o Sebastião, Dinei passou a não contribuir mais com os dois. “A informação que nós temos é de que o Cacico prometeu que quando saísse da prisão iria cobrar uma dívida que tinha com Dinei e pelo fato de não ter mais dado assistência a eles”, revelou.
Sebastião diz que o ‘Dieguinho’ saiu da prisão antes e que o Cacico saiu depois, exatamente na sexta-feira anterior ao desaparecimento da vítima. “Nós fomos ligando os fatos e montando o quebra cabeça”, destacou.
Crime
O delegado Marcus Sebastião explica que na noite do desaparecimento de Valdines Lima, Cacico e Dieguinho foram até a casa da vítima para convidá-lo para uma festa numa casa noturna em Ponta Grossa, no entanto, desconfiado, Dinei negou o convite. “A família estava viajando, e quando eles retornaram a noite no sábado encontraram a casa toda aberta, o ventilador ligado e o celular do Dinei carregando na tomada”, recordou.
Segundo o inquérito, Cacico e Dieguinho, teriam tirado a vitima de dentro de casa a força e o matado. “Naquela mesma noite foram a Ponta Grossa para criar um álibi, mas não adiantou, porque uma testemunha ouvida no inquérito afirmou que eles chegaram a uma residência, sujos de barro e lama, com a roupa cheia de sangue, tomaram banho e se desfizeram das roupas”, disse o policial.
Tráfico
As investigações da polícia apontam que entre os envolvidos havia um desacerto no comércio de entorpecentes. “O Dinei teria recebido uma carga de drogas e acabou vendendo. Arrecadou cerca de R$ 7 mil reais que deveriam ser repassado parte dos valores para o Pataço e o Cacico. Eles recuperaram o que sobrou da droga e a quantia em dinheiro e depois o executaram”, informou.
Diligências
Marcus Vinicius conta que após a prisão nenhum dos acusados quis colaborar com as investigações. “Eles disseram que vão falar somente em juízo”, falou. “E, agora nós teremos que fazer algumas diligências e aí sim ter certeza que se trata de um homicídio”.
Informações do Correio Carambeiense.





















