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Produtora da região busca prêmio nacional

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A pecuarista leiteira de Carambeí, Marlene Kaiut, nem bem teve tempo de comemorar o prêmio Sebrae Mulher de Negócio 2014, realizado em Foz do Iguaçu no último mês de novembro, o qual lhe rendeu o troféu “Mulher de Negócio – Categoria Rural”, e já está de malas prontas para um novo desafio. Ela viaja nesta semana para Brasília, onde vai disputar o título nacionalmente.

O prêmio é uma parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

História de vida e sucesso administrativo são alguns dos diferenciais da concorrente que faz parte do quadro de Cooperadas da Batavo Cooperativa Agroindustrial. Tudo começou em 2011 quando o marido de Marlene decidiu vender a leiteria da família. “Nossa dívida já estava na casa dos R$ 500 mil”, comenta. Para honrar com os compromissos, eles teriam que se desfazer de todos os animais. Contra a vontade do esposo, ela resolveu assumir por conta e risco a administração da propriedade.

Com base em conhecimentos oferecidos pela Cooperativa e por profissionais independentes, Marlene, que hoje tem 28 anos, seguiu a recomendação de melhorar a média de produção diárias dos seus animais. “Normalmente a raça Jersey, que é a que eu trabalho, produz no máximo 26 litros de leite por animal/dia. Mudando a alimentação, investindo em infraestrutura, foi possível atingir esse resultado no ano passado. Foi a melhor média da região”, conta com orgulho a pecuarista.

Ela não só quitou a dívida como fez o negócio prosperar. Atualmente, sua fazenda conta com 165 animais, 70 deles em lactação e uma produção média de 22 litros por vaca. “Também consegui comprar uma casa nova, um caro zero quilômetro, dois tratores novos, um tanque de leite novo e estou terminando de construir uma nova sala de ordenha”, detalha. Questionada sobre a expectativa para o prêmio nacional, Marlene não esconde a vontade de ser a grande vencedora. “Se eu falar que não penso em ganhar é mentira. Mas independente do prêmio, o que vale mesmo é poder mostrar minha história para as pessoas e reforçar que a mulher pode sim ter sucesso no meio rural”, completa.

Sobre a premiação

O prêmio é dirigido a mulheres empreendedoras, com mais de 18 anos, que são avaliadas de acordo com o perfil de negócio e classificadas por uma comissão técnica estadual e posteriormente nacional, que pode chegar a ter 81 empreendedoras selecionadas, para a escolha de até nove finalistas: três representantes de cada categoria (Pequenos Negócios, Produtora Rural e Microempreendedora Individual).

Informações do Jornal da Manhã.

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