Aluno de vídeo com professora é acusado de extorsão

O rapaz que aparece em um vídeo divulgado pelo WhatsApp recebendo sexo oral de uma professora de Carambeí, na região dos Campos Gerais, foi indiciado pela Polícia Civil por extorsão. O vídeo vazou na internet em agosto e colocou em cheque a imagem da educadora. O caso foi investigado pela Polícia Civil, que descobriu que o jovem chegou a extorquir até R$ 3 mil da professora para que as imagens não fossem divulgadas.
“Nesse caso nossa maior dificuldade é conseguir pedir a quebra de sigilo dos servidores. As pessoas têm que ter mais cuidado com o que colocam na internet porque depois a divulgação pode se tornar incontrolável”, explicou o delegado. Marcus também alerta para o excesso de informações pessoais divulgadas pelos internautas.
Em entrevista ao portal aRede, o rapaz que protagoniza o vídeo apresentou detalhes da trama e responsabilizou a educadora pelo vazamento das imagens no WhatsApp.“Ela pediu para que eu filmasse o ato sexual para que ela compartilhasse em um grupo de amigas no WhatsApp”, disse o rapaz.
A professora envolvida no caso pediu demissão das escolas onde lecionava quando o material começou a ter publicidade. O Núcleo de Educação foi procurado pela reportagem do portal, confirmou o episódio e alegou não ter instaurado procedimento administrativo contra a professora por ela ter apresentado pedido de demissão.
Leis dificultam punição dos crimes
A divulgação de fotos e vídeos indevidos nas redes sociais pode causar danos irreparáveis aos envolvidos. Danilo Cesto, delegado chefe da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, aponta para uma dificuldade de tipificação desse tipo de crime com a legislação vigente. “Essas ações podem ser tipificadas de várias maneiras, desde pornografia infantil , injuria e até perturbação do trabalho. Tudo depende das pessoas envolvidas e das circunstâncias da situação”, contou Cesto.
Com informações do Jornal da Manhã.





















