Paraná deve produzir R$ 133 bi em riquezas no agro
Quebra na safra devido à estiagem e redução na produção de carne fizeram o VBP cair e o estado perder posições no ranking nacional

Quebra na safra devido à estiagem e redução na produção de carne fizeram o VBP cair e o estado perder posições no ranking nacional
A quebra na safra paranaense, ocasionada pelas secas no final do ano passado, afeta os produtores rurais e faz o estado cair posições no ranking nacional das riquezas geradas no campo neste ano. De acordo com o último levantamento do Valor Bruto de Produção (VBP) do agronegócio nacional, o Paraná caiu da segunda para a quarta colocação entre os estados brasileiros, com a projeção da geração de R$ 133,6 bilhões em riquezas no campo em 2022. Trata-se de um valor não apenas 9,24% inferior ao registrado em 2021 (R$147,2 bilhões), mas também inferior a 2020 (R$ 141,7 bilhões). As informações foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Essa baixa é decorrente não só das perdas na produção agrícola, mas também de uma baixa na pecuária. Enquanto que em 2021 o valor das lavouras paranaenses fechou em R$ 87,5 bilhões, a projeção para este ano é de um VBP de R$ 83,7 bilhões para o segmento, em baixa de 4,30%. Já na pecuária a perspectiva é de uma queda maior, de 16,47%, após a projeção da queda de R$ 59,7 bilhões para R$ 49,9 bilhões. Ainda assim, será o estado que mais produzirá riquezas no campo na pecuária, valor 22% superior aos R$ 40,9 bilhões registrados em Minas Gerais, segundo no ranking nacional. De acordo com relatório do MAPA, a retração na pecuária do Paraná se dá especialmente à queda na produção da carne de frango, de 21,53% (de R$ 36,8 bilhões para R$ 28,9 bilhões).
Na produção agrícola, a MAPA informa que, devido à estiagem, a soja teve uma quebra dada pela diferença entre as 19,8 milhões de toneladas produzidas em 2021 para 13,2 milhões em 2022, ou seja, a perda de 6,6 milhões de toneladas, o que significa a redução de 33,33% na produção. O reflexo disso é que a geração de riquezas na soja, que foi de R$ 55,0 bilhões em 2021, caiu para R$ 36,7 bilhões em 2022, ou seja, perda de R$ 18,36 bilhões, em queda de 33,34%. Essa situação não é exclusiva do Paraná: no Rio Grande do Sul, as lavouras de milho tiveram uma redução de 32,0% na produção, enquanto que na soja essa baixa foi de 33,9%, segundo a Conab.
A segunda colocação agora foi assumida por São Paulo, que obteve melhoria devido aos bons resultados de cana-de-açúcar, café e laranja, atingindo R$ 154,5 bilhões, enquanto que a terceira colocação passou a ser de Minas Gerais, com R$ 138,3 bilhões. A liderança segue com o Mato Grosso, com R$ 210,1 bilhões.
Alta nacional é de 4,3%
A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022, com base nas informações de janeiro, é de R$ 1,204 trilhão, 4,3% maior em relação ao ano passado (R$ 1,154 trilhão). O crescimento do valor das lavouras foi de 10,3% e a pecuária teve retração de 8,6%. A contribuição das lavouras ao VBP é de 72%, e da pecuária, 28%. Um conjunto amplo de produtos mostra contribuição favorável para o crescimento da agropecuária neste ano. As expectativas de produção são boas em geral, e os preços são favoráveis para produtos como algodão, café, amendoim, cana-de-açúcar, laranja e milho.





















