Plantio de soja é concluído e área é ampliada na região
Nesta safra, 560 mil hectares dos Campos Gerais foram preenchidos com soja. Área do milho foi ampliada

Nesta safra, 560 mil hectares dos Campos Gerais foram preenchidos com soja. Área do milho foi ampliada
O plantio da safra de verão 2020/2021 foi concluído na região dos Campos Gerais. De acordo com dados do núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), os três principais cultivos da região (soja, milho e feijão) foram concluídos ainda no final de novembro. Para esta safra, houve um aumento na área plantada de soja, e um leve aumento no milho, resultando em uma redução na área plantada do feijão nesta primeira safra. Até o momento, as condições das lavouras são boas, sem perdas registradas até o momento.
No caso da soja, houve um aumento da área plantada em 5 mil hectares, de 555 mil para 560 mil nos 19 municípios da regional. “Os produtores aproveitaram o bom preço da soja para ampliar a área plantada. E aproveitaram melhor áreas na marginalizadas, pouco produtivas, como pasto não bem formado, que não estava rendendo muito, pessoal para plantar a soja. Porque fronteira agrícola não tem mais”, disse Luiz Alberto Vantroba, economista do Deral na região, afirmando que a maior parte foi plantada em outubro.
Diante do bom desenvolvimento dos cultivares, a estimativa é de um rendimento de 3,9 mil quilos por hectare, o que resultaria em uma produção total de 2,18 milhões de toneladas. “O plantio já foi todo encerrado. Esse ano foi mais rápido que os anos anteriores: aproveitaram quando tinha mais umidade, com medo que não chovesse. E houve uma ansiedade e uma preocupação com a La Niña, então muitos produtores anteciparam um pouco. Mas, de modo geral, tudo ficou dentro da meta”, completou Vantroba.
Quando ao milho, os 67,6 mil hectares plantados na safra 2019/2020 agora passaram para 68 mil. O rendimento esperado é de 10,5 mil hectares, o que possibilitará uma colheita de 714 mil toneladas. Já o feijão terá uma redução de 32,8 mil hectares para 30 mil hectares, o que representa uma baixa de 9% em relação ao ano anterior. O rendimento esperado, no momento, é de 2.297 quilos por hectare, obtendo uma colheita total de 68,9 mil toneladas.
Desenvolvimento dos cultivares é positivo
Todos os três cultivares, soja, milho e feijão, independente da época que foram plantados, apresentam bom desenvolvimento, informa Vantroba. “Apesar de no início termos chuvas precárias, depois a chuva veio em intensidade boa e melhor para culturas que estão em desenvolvimento que é a soja; no feijão tem bastante formação de grãos e floração; e idem para o milho, em fase de floração e frutificação. Então vieram na hora certa, em bons volumes, e expectativa de boa safra se mantém”, analisa o economista.





















