Campos Gerais é um polo promissor para cultivo de oliveiras no Paraná | aRede
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Campos Gerais é um polo promissor para cultivo de oliveiras no Paraná

Altitude e inverno rigoroso colocam municípios da região na rota estratégica da produção de azeite

Região combina fatores climáticos ideais para o sucesso dos pomares comerciais de oliveiras
Região combina fatores climáticos ideais para o sucesso dos pomares comerciais de oliveiras -

Publicado por Eduarda Gomes

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Dentro do mapeamento dos 69 municípios aptos para o cultivo de oliveiras no Estado, a região dos Campos Gerais assume uma posição de absoluto destaque estratégico. O relevo elevado e as características climáticas da região preenchem os requisitos mais rigorosos apontados pelo boletim técnico Riscos climáticos para a olivicultura no Estado do Paraná, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-PR).

O principal diferencial dos Campos Gerais para atrair investimentos na cadeia produtiva de azeitonas e azeites de alta qualidade é a sua combinação natural de altitude e frio constante. As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Municípios da região, como a exemplo de Campo Largo e Palmeira (vizinhos ao núcleo central dos Campos Gerais), além de áreas de planalto ao redor, oferecem o ambiente perfeito para que as plantas entrem no período de dormência necessário durante o outono e o inverno. Esse processo fisiológico, desencadeado pelas baixas temperaturas locais, é o que garante a brotação uniforme e uma floração vigorosa na primavera.

VARIEDADES E CUIDADOS ESPECÍFICOS

De acordo com o estudo do IDR-PR, elaborado com base em mais de 30 anos de dados meteorológicos em parceria com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os produtores dos Campos Gerais devem priorizar as cultivares de menor exigência em frio, que têm demonstrado excelente adaptação comercial no Estado: Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Grappolo.

A engenheira-agrônoma e extensionista do IDR-Paraná, Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, alerta no boletim que, embora a região dos Campos Gerais seja amplamente favorável, o microclima de cada propriedade deve ser avaliado. "O sucesso da olivicultura depende da associação entre a cultivar e as condições climáticas. O produtor precisa conhecer os riscos antes de investir", afirma. Nos Campos Gerais, o produtor precisa ficar atento para evitar o plantio em baixadas e fundos de vale, que acumulam umidade excessiva e ar frio, aumentando o risco de geadas tardias e doenças nas raízes e folhas.

GARGALOS E AGREGAÇÃO DE VALOR

A diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, ressalta que o mapeamento é uma ferramenta crucial para reduzir as incertezas dos agricultores da região, permitindo que diversifiquem suas propriedades com uma atividade de alto valor agregado.

Para a consolidação definitiva dos Campos Gerais como um polo olivicultor, o relatório aponta que o setor ainda precisa superar gargalos estruturais comuns ao restante do Estado. Entre os desafios estão a ampliação de programas de melhoramento genético, o acesso a mudas com certificação de origem e o aprimoramento contínuo das técnicas de manejo, incluindo a obrigatoriedade de intercalar diferentes cultivares para garantir a polinização cruzada e aumentar a produtividade.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Protagonismo dos Campos Gerais: A região afirma-se entre os 69 municípios aptos no Paraná devido à sua altitude elevada e à alta disponibilidade de horas de frio no outono/inverno, fatores essenciais para a indução floral das oliveiras.

- Variedades Recomendadas: O zoneamento técnico indica que as variedades Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Grappolo são as mais indicadas para os produtores locais por exigirem menos horas de frio extremo para alcançar alta performance comercial.

- Atenção ao Relevo Local: Apesar do potencial regional dos Campos Gerais, o estudo alerta os agricultores para evitarem terrenos baixos sujeitos ao acúmulo de geada e umidade, além de reforçar a necessidade de manejo com polinização cruzada.

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