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Produtores de frango do Paraná operam com margem negativa em abril

Preço nominal médio pago pelo frango vivo fechou em R$ 4,62/kg, ficando abaixo do custo de produção estimado em R$ 4,70/kg pelo Deral

Custos com alimentação e energia pressionam avicultores do Paraná, que recebem valor inferior ao custo de produção
Custos com alimentação e energia pressionam avicultores do Paraná, que recebem valor inferior ao custo de produção -

Publicado por Eduarda Gomes

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A avicultura de corte no Paraná enfrenta um cenário de severa pressão financeira. No mês de abril de 2026, o custo de produção do frango vivo no Estado, criado em aviário tipo climatizado em pressão positiva, atingiu o valor de R$ 4,70/kg. Essa realidade representa uma leve retração de 0,42% em relação a março deste ano (R$ 4,72/kg) e uma queda de 3,7% em comparação com abril de 2025, cujo valor havia sido de R$ 4,88/kg. As informações são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (21).

De acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa, o Índice de Custos de Produção de Frango (ICPFrango) fechou em +363,50 pontos em abril de 2026. No acumulado do ano, o índice registra variação positiva de +0,91%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de -3,76%. Comparado a março de 2026, o índice registrou queda nos gastos com ração (-0,64%) e genética (-1,88%), e alta em energia elétrica, calefação e cama (+0,68%) e sanidade (+35,70%).

Na análise dos últimos 12 meses, os custos de ração caíram 8,45%, enquanto subiram os itens: genética (+11,12%), mão de obra (+1,04%), energia/calefação/cama (+11,20%), transporte (+1,32%) e sanidade (+35,70%). A nutrição animal segue como o peso mais expressivo, representando 63,52% do índice geral.

No modelo padrão paranaense, a alimentação representou 63,40% do custo total, fechando abril em R$ 2,98/kg. Nos estados vizinhos, os custos em abril foram ainda maiores: Santa Catarina (R$ 4,90/kg) e Rio Grande do Sul (R$ 4,86/kg).

A crise se consolida no preço de venda. Em abril de 2026, o preço nominal médio estadual pago pelo frango vivo ao produtor paranaense foi de R$ 4,62/kg, ou seja, R$ 0,08 abaixo do custo de produção de R$ 4,70/kg. O valor está 8,9% abaixo do registrado em abril de 2025 (R$ 5,07/kg).

A pressão vem dos insumos no atacado do Paraná em abril. O milho fechou em R$ 63,58 por saca de 60 kg (alta de 1% frente a março) e o farelo de soja atingiu R$ 1.885,50 por tonelada (alta de 1,3% frente a março).

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Prejuízo no campo: O preço médio pago pelo frango vivo ao produtor (R$ 4,62/kg) não cobriu o custo médio de produção da ave (R$ 4,70/kg) em abril.

- Alta nos insumos: A ração representa 63,4% dos custos totais, pressionada pela alta mensal de 1% no preço do milho e de 1,3% no farelo de soja.

- Comparativo regional: Apesar da crise, o custo de produção no Paraná (R$ 4,70/kg) é menor do que em Santa Catarina (R$ 4,90/kg) e no Rio Grande do Sul (R$ 4,86/kg).

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