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Venda de soja impulsiona faturamento do Paraná no 1º quadrimestre

Complexo do grão gerou receita de US$ 2,3 bilhões ao Estado; Boletim Conjuntural do Deral também aponta alerta para o milho devido às geadas e destaca produção de acerola

Grão alavanca a balança comercial do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, aponta boletim do Deral
Grão alavanca a balança comercial do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, aponta boletim do Deral -

Publicado por Eduarda Gomes

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O complexo soja, que engloba o grão, o farelo e o óleo, registrou um excelente desempenho comercial no primeiro quadrimestre de 2026, consolidando-se como o principal produto da agricultura paranaense. O período teve mais de 5,3 milhões de toneladas embarcadas pelo Paraná, o que representa um incremento de 3,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Esse avanço logístico impulsionou o faturamento do Estado para R$ 11,516 bilhões (US$ 2,3 bilhões) na balança comercial, um salto de 10,6% na comparação anual. As informações são da Agência Estadual de Notícias.

De acordo com o relatório, a China absorveu 59% de todo o volume exportado pelo território paranaense. O segundo principal comprador foi o Irã, com 6%, seguido pelo Vietnã, com 5%. Nestes primeiros quatro meses de 2026, o Paraná exportou algum item do complexo soja, mesmo que em pequeno volume, para 43 países. De maneira mais ampla, as exportações totais do Paraná alcançaram R$ 37,753 bilhões (US$ 7,54 bilhões), o sexto maior volume do País e o maior da região Sul em 2026. Os dados foram extraídos do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta quinta-feira (21).

CLIMA E PECUÁRIA DEMANDA ATENÇÃO

Se por um lado a soja celebra recordes, os dados do Deral apontam que a segunda safra de milho pede atenção devido às variações climáticas recentes. O relatório desta semana apontou uma leve piora nas condições de campo, decorrente das primeiras geadas registradas no Paraná, que provocaram danos pontuais em lavouras localizadas principalmente na região Sul.

O índice de áreas consideradas em "boas condições" recuou de 84% para 82%, enquanto as lavouras em situação regular foram para 13% e as classificadas como "ruins" subiram de 4% para 5% da área total. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas. Isso porque o cultivo está concentrado nas regiões Norte e Oeste paranaenses, onde, ao contrário da região Sul, os efeitos climáticos como o das geadas não aparecem”, explica o analista do Deral Edmar Gervasio.

A região Norte concentra cerca de 35,7% da área total das lavouras de milho do Estado, pouco mais de 1 milhão de hectares. Já no Oeste paranaense estão aproximadamente 933 mil hectares.

No setor de proteína animal, a pecuária de corte apresentou crescimento de 15% nas exportações nacionais de carne bovina no quadrimestre. Porém, a maior oferta interna de animais para os frigoríficos pressionou as cotações, mantendo a arroba em queda de 2,72% no mês, negociada na média de R$ 343 no Paraná. O boletim aponta a necessidade de atenção com o tempo frio, que afetou as pastagens e ainda pode gerar algum reflexo na precificação por conta do custo ao produtor.

O setor de avicultura também enfrenta pressões. Em abril, o preço nominal médio pago pelo frango vivo ao produtor fechou em R$ 4,62/kg, valor que ficou abaixo do custo médio de produção da ave, estimado em R$ 4,70/kg. Conforme aponta o boletim, a pressão financeira sobre a atividade decorre da alta recente de insumos básicos da nutrição animal, como o milho no atacado (R$ 63,58 por saca de 60 kg) e o farelo de soja (R$ 1.885,50 por tonelada).

DESTAQUE NAS FRUTAS

No setor de frutas, o destaque é para a acerola, que movimentou R$ 13,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná. A região de Cianorte desponta como o grande polo produtor, sendo responsável por 48% do VBP da fruta no Estado. Distribuída por 81 municípios e com uma colheita que somou 3,1 mil toneladas em 264 hectares, a cultura tem forte apelo na agricultura familiar.

Segundo o Deral, o cultivo da acerola paranaense se fortalece no mercado de orgânicos e na transformação agroindustrial em polpas, impulsionado por cooperativas e empresas locais que já acessam, inclusive via traders, os mercados internacionais.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Desempenho da Soja: O complexo soja exportou mais de 5,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026 (+3,2%), gerando um faturamento de US$ 2,3 bilhões (+10,6%) e liderando as exportações estaduais, tendo a China como principal destino (59%).

- Alertas no Campo: As geadas recentes na região Sul do Paraná reduziram o índice de lavouras de milho em boas condições para 82%, enquanto a pecuária e a avicultura enfrentam margens pressionadas pela queda no preço da arroba bovina e pelos altos custos dos insumos para os frangos.

- Destaque da Acerola: A produção de acerola movimentou R$ 13,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP), com forte presença da agricultura familiar e destaque para a região de Cianorte, que concentra 48% desse valor.

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