Justiça marca julgamento dos acusados da morte de estudante em PG
Julgamento ocorrerá nesta segunda-feira (25), na 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa

O julgamento dos acusados da morte do estudante Pedro Luiz Scheifer de Souza será nesta segunda-feira (25), a partir das 14h15, na 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa.
O Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra Simone Ribeiro, Kamia Fortes de Lara, Cristian Daniel da Silva da Rocha e Luis Mateus Damas Siqueira, imputando-lhes a autoria da morte da vítima Pedro, ocorrida em 21 de dezembro de 2025, por volta das 4h da madrugada, na Rua Horácio Droppa, Bairro Uvaranas.
Segundo a denúncia, os quatro acusados, previamente ajustados com a intenção de assenhoreamento de um aparelho celular da vítima, valendo-se da vantagem numérica, cercaram o jovem, impedindo sua fuga e tornando impossível sua defesa, momento em que anunciaram voz de assalto.
A acusada, Simone, em posse de uma faca, ameaçou a vítima dizendo: “Eu sei que você mora ali perto do sítio, eu tô ligado que ali na Rio Branco você tem três mil, cê pode comprar o telefone. Tá vendo aqui meu braço, você acredita? Vale a pena você, de boa, morrer em branco? "Estou falando a verdade, você está brincando com a minha cara”.
Ato contínuo, no momento em que o ofendido se negou a entregar o celular, Simone e Cristian desferiram diversos golpes contra a vítima, resultando em sua morte. Após a consumação do crime, os acusados empreenderam fuga até o local de trabalho de Cristian, um estúdio de tatuagem localizado na região central da cidade, onde permaneceram escondidos.
Devido ao esforço conjunto das equipes da Polícia Militar do Paraná e do setor de homicídios da Polícia Civil, foram iniciadas diligências e, com o exame de imagens de câmeras de segurança, foi possível localizar e prender os denunciados.
Na audiência de instrução e julgamento designada, serão ouvidas nove testemunhas arroladas pela acusação e as indicadas pelas defesas, e, após, os réus devem prestar interrogatório.
Os advogados Fernando Madureira e Gustavo Madureira, que representam a família da vítima, informaram que os acusados respondem pelo crime de latrocínio, com aumento de pena por terem agido em concurso de pessoas, com emprego de arma branca e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Madureira disse que os autores deste crime cruel e covarde demonstraram total desprezo pela vida, pela dignidade humana e pela dor causada à família da vítima, e que os responsáveis serão condenados pela prática deste crime a uma pena próxima a 30 anos de reclusão.
Salientou ainda que a vítima era um jovem de apenas 17 anos, inclusive teria sido aprovado no curso de medicina na UEPG, que não fazia uso de substância entorpecente e não tinha qualquer envolvimento com a criminalidade.
Os denunciados seguem presos preventivamente.





















