Brasil deve colher 178,4 milhões de toneladas de soja, segundo nova previsão da AgRural
Consultoria eleva estimativa nacional em 400 mil toneladas em relação ao mês anterior; cenário do milho sofre redução devido a atrasos e clima no Sul

A consultoria AgRural revisou para cima sua previsão para a safra de soja 2025/26 no Brasil, projetando agora um volume total de 178,4 milhões de toneladas. O novo número representa um acréscimo de 400 mil toneladas em comparação à estimativa divulgada no mês passado. Esse otimismo é sustentado pela melhora da produtividade em estados do Centro-Oeste, que compensou os cortes realizados para o Rio Grande do Sul em decorrência da estiagem.
Até a última quinta-feira, a colheita da soja atingiu 75% da área cultivada no país, avançando sete pontos percentuais em uma semana. Apesar do ritmo constante, o índice ainda permanece abaixo dos 82% registrados no mesmo período do ciclo anterior, refletindo as variações climáticas desta temporada. As novas projeções de safra e os dados sobre o avanço da colheita foram divulgados pela CNN Brasil, com informações da Reuters.
Em contrapartida, o cenário para o milho apresentou uma leve retração. A AgRural reduziu a expectativa da safra total para 135,7 milhões de toneladas, ante as 136,2 milhões previstas anteriormente. O corte foi motivado pela diminuição da área destinada ao milho safrinha em regiões que enfrentaram atrasos severos no plantio.
No Paraná, a situação é preocupante. No norte do estado, áreas que não receberam milho migraram para o trigo e outras culturas de inverno. Já no oeste paranaense, produtores relatam perdas consolidadas em lavouras que já estão em fase reprodutiva, pois, embora tenha chovido recentemente, a umidade do solo permanece baixa para sustentar o potencial produtivo.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Ajuste na Soja: A estimativa nacional subiu para 178,4 milhões de toneladas, com ganhos de produtividade compensando perdas no Rio Grande do Sul.
- Queda no Milho: A previsão para o cereal caiu para 135,7 milhões de toneladas devido ao atraso na semeadura e redução de área plantada.
- Gargalo no Paraná: No oeste paranaense, a baixa umidade do solo já causa perdas consolidadas em lavouras de milho em fase de reprodução.




















