Probabilidade de El Niño em 2026 sobe para 80% e acende alerta no campo
Atualização do NOAA indica aquecimento do Pacífico e projeta temperaturas até 2°C acima da média no segundo semestre

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NOAA) elevou as probabilidades de consolidação do fenômeno El Niño para o ano de 2026. Segundo o novo relatório da agência, o fenômeno La Niña perdeu força em fevereiro, abrindo caminho para uma fase de neutralidade climática durante o outono, com o El Niño devendo se consolidar a partir de maio. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil e apontam que, a partir de agosto, as chances de o fenômeno predominar chegam a 80%.
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial deve alterar drasticamente o regime de chuvas e temperaturas no Brasil. A previsão indica um inverno menos rigoroso e uma primavera com termômetros até 2°C acima da média histórica. No Sul do país, o alerta é para chuvas volumosas e risco de enchentes, similares aos eventos extremos de 2024. A orientação técnica para os produtores sulistas é antecipar o plantio e a colheita para mitigar prejuízos.
No Sudeste, o El Niño deve intensificar ondas de calor, o que gera preocupação para as culturas de café e cana-de-açúcar, especialmente durante o período de florada. Já no Centro-Norte e na região Norte, o cenário projetado é de estiagem severa. O estresse hídrico pode comprometer a produtividade de grãos e a qualidade das pastagens na pecuária, além de reeditar a crise logística hidroviária e o aumento de queimadas vistos em 2023.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Retorno do El Niño: Após um período de La Niña e neutralidade no outono, o El Niño deve se consolidar com 80% de probabilidade a partir de agosto de 2026.
- Impactos Regionais: O Sul deve enfrentar excesso de chuvas e riscos de enchentes, enquanto o Centro-Norte e o Norte entram em alerta para seca severa e quebra de produtividade.
- Risco Térmico: Temperaturas podem subir até 2°C acima da média no segundo semestre, prejudicando culturas sensíveis como o café no Sudeste e dificultando a logística nos rios da Amazônia.




















