Comércio do Paraná com a Índia cresce 95% em 2026 e país vira 3º principal comprador | aRede
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Comércio do Paraná com a Índia cresce 95% em 2026 e país vira 3º principal comprador

Exportações do Estado para Índia somaram US$ 108 milhões no 1º bimestre deste ano, o que correspondeu a um aumento de 95% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando as vendas atingiram US$ 55,6 milhões

Com destaque para o óleo de soja e carnes, o Estado vê o comércio com a Índia e outros mercados orientais atingir patamares históricos no primeiro bimestre de 2026
Com destaque para o óleo de soja e carnes, o Estado vê o comércio com a Índia e outros mercados orientais atingir patamares históricos no primeiro bimestre de 2026 -

Publicado por Eduarda Gomes

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Apontada como uma das economias mais dinâmicas do mundo, com a perspectiva de alcançar em poucos anos a terceira posição no ranking global do PIB, atrás somente dos EUA e China, a Índia vem se destacando cada vez mais como compradora de mercadorias paranaenses.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as exportações do Estado para Índia somaram US$ 108 milhões no 1º bimestre deste ano, o que correspondeu a um aumento de 95% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando as vendas atingiram US$ 55,6 milhões.

Em consequência disso, a participação da Índia nas exportações totais paranaenses subiu de 1,7% para 3,5%, o que garantiu a terceira colocação entre os destinos dos bens produzidos no Paraná, abaixo apenas dos pesos da China e Argentina. Nos dois primeiros meses do ano passado, o país asiático ocupava a 15ª colocação entre os países que adquiriram produtos paranaenses.

Esse volume de 2026 é tão expressivo que já equivale a praticamente metade das exportações realizadas para o país ao longo de todos os meses de 2020 e 2021, por exemplo. O melhor ano da relação comercial foi 2023, com exportações na casa de US$ 751 milhões.

Na pauta dos bens exportados, sobressaem o óleo de soja, os produtos metalúrgicos, os derivados do petróleo e o papel, que, juntos, responderam por 87% das receitas geradas pelo comércio com a Índia no 1º bimestre de 2026. Já em relação às importações, o Estado adquiriu US$ 70,7 milhões em mercadorias indianas nos dois primeiros do presente exercício, com destaque para os produtos químicos.

De acordo com Jorge Callado, em uma visão estratégica, o Governo e os exportadores do Estado vêm acompanhando os movimentos do mercado indiano, já que consideram o país como um dos alicerces do crescimento futuro das vendas externas do Paraná. “A ampliação do intercâmbio comercial com a Índia interessa muito ao Estado, dado o entendimento de que a produção para exportação gera emprego e renda em nível local”, analisa.

EXPORTAÇÕES EM ALTA

As exportações paranaenses para mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. As vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.

No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente. O Comércio com a Europa envolveu incremento das exportações de torneiras e válvulas e farelo de soja.

TCS

E as boas relações com a Índia extrapolam o comércio. Recentemente a multinacional indiana Tata Consultancy Services (TCS), líder global em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, anunciou investimento de R$ 200 milhões (US$ 37 milhões) na construção de um campus em Londrina, no Norte do Paraná. Presente na cidade há sete anos, onde fica o seu maior centro de operações no Brasil, o complexo deve ser concluído em 2027, com a perspectiva de gerar 1.600 empregos diretos.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Crescimento Exponencial: As exportações do Paraná para a Índia saltaram 95% no primeiro bimestre de 2026, atingindo US$ 108 milhões. Com isso, o país asiático subiu da 15ª para a 3ª posição no ranking de principais destinos comerciais do Estado, atrás apenas de China e Argentina.

- Pauta Comercial e Expansão Asiática: O comércio é liderado por óleo de soja, derivados de petróleo e metais, que somam 87% das vendas para a Índia. Além disso, o Paraná dobrou suas exportações para outros mercados asiáticos, como Japão, Singapura e Filipinas, impulsionado pela venda de carnes (frango e suína) e petróleo.

- Investimento Tecnológico em Londrina: A relação entre Paraná e Índia vai além das commodities: a multinacional indiana TCS (Tata Consultancy Services) anunciou um investimento de R$ 200 milhões para construir um campus em Londrina. O projeto deve ser concluído em 2027 e gerar 1.600 novos empregos diretos.

Com informações: AEN/PR.

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