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Acordo comercial amplia desafios ao agro

A discussão avança para o papel do engenheiro agrônomo nesse novo contexto

Tratado não garante livre comércio irrestrito
Tratado não garante livre comércio irrestrito -

Publicado por Eduarda Gomes

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O acordo firmado entre Mercosul e União Europeia é apontado como um dos marcos mais amplos das relações comerciais contemporâneas, tanto pela abrangência geográfica quanto pelo volume econômico envolvido. A avaliação consta em artigo de Décio Luiz Gazzoni e Antônio Márcio Buainain, integrantes do Conselho Científico Agro Sustentável, que analisam os desdobramentos do tratado para o setor agropecuário e para a formação profissional em Agronomia.

Sob a ótica europeia, o acordo amplia oportunidades para produtos manufaturados e itens agrícolas de maior valor agregado. Já para os países do Mercosul, a expectativa recai sobre a expansão do mercado para produtos agropecuários. O texto ressalta, porém, que o entendimento não estabelece uma zona de livre comércio irrestrita. Após décadas de negociação, persistem resistências de agricultores europeus, especialmente de França, Irlanda e Polônia, mesmo com a inclusão de salvaguardas destinadas a proteger esses produtores.

As restrições apresentadas concentram-se em quatro eixos: padrões ambientais e sanitários, concorrência e custos de produção, impactos ambientais e questões de soberania e segurança alimentar. Diante desse cenário, os autores defendem que os países do Mercosul precisarão cumprir rigorosamente os dispositivos pactuados e dar atenção especial às salvaguardas, o que exige preparação técnica ao longo de toda a cadeia produtiva.

A discussão avança para o papel do engenheiro agrônomo nesse novo contexto. A Academia Brasileira de Ciência Agronômica promoveu webinário para debater formação, capacitação e habilidades necessárias ao profissional. Entre os pontos levantados estão a necessidade de incorporar temas como regulação e comércio internacional, gestão ambiental, certificação, rastreabilidade, competências socioemocionais e domínio de métricas de sustentabilidade. O objetivo é estimular reflexão sobre como a categoria pode liderar transformações e aproveitar oportunidades abertas pelo acordo, atendendo às exigências de mercados cada vez mais regulados e orientados por padrões de conformidade.

Com informações: Agrolink.

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