Fim de tarifa nos EUA traz otimismo para exportação de mel no Paraná
Embora o primeiro quadrimestre de 2026 tenha registrado retração no volume, fim da alíquota protecionista de 50% traz otimismo para os apicultores

O mercado internacional de apicultura vive um momento de reconfiguração. No primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de mel in natura atingiram um total de 7.390 toneladas, uma retração de 37,4% em relação ao mesmo período de 2025 (11.801 toneladas). Em receita, o faturamento nacional alcançou R$ 128,543 milhões (US$ 25,640 milhões), queda de 30,9% em comparação com os R$ 186,052 milhões (US$ 37,111 milhões) do ano passado. Por outro lado, o preço médio nacional do mel subiu 10,3%, fechando em R$ 17,3965 (US$ 3,47) por quilo.
No contexto estadual, o Paraná continua na segunda posição no ranking nacional de exportações. O estado acumulou receita cambial de R$ 26,756 milhões (US$ 5,337 milhões) no quadrimestre, com um volume de 1.555 toneladas e preço médio de R$ 17,196 (US$ 3,43) por quilo (alta de 6,3%). Na comparação com o ano anterior, o setor paranaense sofreu uma queda tanto em volume (-34%) quanto em receita (-29%), já que em 2025 o estado havia exportado 2.329 toneladas e arrecadado R$ 37,7 milhões (US$ 7,520 milhões).
O ranking nacional é liderado por Minas Gerais, seguido pelo Paraná, Santa Catarina, Piauí e São Paulo. O desempenho de volume por estado apontou: Minas Gerais (-25,5%), Paraná (-33,2%), Santa Catarina (+10,1%), Piauí (-68,7%) e São Paulo (+56,6%). As informações são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na última quinta-feira (21).
Os Estados Unidos seguiram como o destino primário, absorvendo 58% do volume total brasileiro (4.283 toneladas e R$ 73,952 milhões/ US$ 14,751 milhões). Essa retração de 56,6% no volume para os EUA foi motivada por barreiras protecionistas. Contudo, em 20 de fevereiro de 2026, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou o chamado "tarifaço" de 50%, fazendo com que o mel retornasse à alíquota geral (entre 10% e 15%).
Embora os dados de abril de 2026 ainda mostrem o impacto negativo, com os EUA importando 1.628 toneladas frente às 2.072 de abril de 2025, a menor compra americana foi compensada por novos compradores, como Filipinas (116 t) e Polônia (124 t), e pelo aumento de tradicionais parceiros no quadrimestre: Canadá (+80,8%, somando 1.718 t), Alemanha (+85,6%, somando 633 t) e Reino Unido (+65,7%, somando 411 t). Para o futuro, a incerteza reside no cenário geopolítico global, onde um eventual agravamento do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã pode elevar custos de fretes e combustíveis.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Preço em alta: Apesar da queda de 37,4% no volume exportado pelo Brasil, o preço médio do mel subiu 10,3%, cotado a US$ 3,47 por quilo.
- Paraná vice-líder: O estado manteve a segunda posição nacional, embarcando 1.555 toneladas e gerando uma receita de US$ 5,337 milhões.
- Fim do tarifaço: A derrubada da taxa de 50% nos EUA traz otimismo para a recuperação das margens de lucro dos apicultores ao longo do ano.





















