Carreta da Alegria: sonho de avô se transforma em tradição familiar
Projeto criado por Antônio Schimaneski atravessa gerações e continua levando música, personagens e diversão para todas as idades

“A nossa missão é levar alegria para quem não sabe que precisa de alegria.” É assim que Maria Antonia Schimaneski define o trabalho que hoje faz parte da história da família. O projeto que começou com o sonho do avô dela atravessou gerações e se transformou na Carreta da Alegria, atração que percorre diferentes cidades levando música, personagens e diversão.
A história começou quando Antônio trabalhava com agricultura em Goiás. Durante um fim de semana, ele conheceu um trenzinho de passeio e ficou interessado na ideia. “Eu fui ver e daí eu falei: ‘Eu vou ter que dar um jeito de adquirir um trem desse aí’”, conta.
Depois de mais de um ano, ele firmou uma sociedade com um fazendeiro da região e começou a fabricar o primeiro veículo. O projeto também ganhou uma característica que ajudou a transformar a atração: o som externo. “Criei esse som de rua que tem. Eu fiz uma caixa e pus para fora e fiz um som para fora, de rua assim. Não existia”, conta.
A inovação ajudou a transformar o passeio. Com o passar dos anos, o antigo trenzinho evoluiu para as carretas, que ganharam dois andares, música, iluminação e personagens que se tornaram conhecidos pelo público.
Segundo Maria Antonia, a mudança também alterou o perfil de quem participa da atração. “Hoje, no trenzinho, as crianças são no máximo três anos, dois anos. E acima disso, elas já querem a carreta. Elas já querem ver o Homem-Aranha virando mortal, elas já querem ver os personagens dançando na rua.”
Atualmente, personagens como Mario, Homem-Aranha e Fofão fazem parte das apresentações, com coreografias e acrobacias que transformam o passeio em uma experiência para toda a família.
A atração também ganhou espaço nas redes sociais e se tornou conhecida por vídeos publicados no TikTok e no Instagram. Para Maria Antonia, porém, o principal resultado continua sendo a reação de quem encontra a carreta pelas ruas. “Hoje, quando a gente chega na cidade, é nítido você ver a criança lá vendo somente a carreta passar, ela já fica, o olho brilha, né? E ela já pede para a mãe”, completa.
A emoção não fica restrita às crianças. Adultos também embarcam na experiência e encontram na atração uma oportunidade de esquecer, mesmo que por alguns minutos, os problemas do cotidiano. “A gente fala que a nossa missão é levar alegria para quem não sabe que precisa de alegria”, afirma Maria Antonia.
A Carreta da Alegria mantém algumas cidades no calendário todos os anos. Ponta Grossa é uma delas. A temporada no município começa em outubro e segue até meados de novembro. Foz do Iguaçu também é um destino tradicional, com mais de 30 anos de presença do projeto.
Ao mesmo tempo, a família busca levar a atração para novos lugares. Neste ano, por exemplo, Maringá entrou no roteiro e teve uma recepção considerada um sucesso pela equipe.
O que começou como uma ideia de Antônio Schimaneski se tornou um projeto familiar que hoje chega à terceira geração. E, mesmo com todas as transformações ao longo dos anos, Maria Antonia afirma que a essência continua a mesma: proporcionar momentos de alegria.
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Mais do que um negócio, a história da Carreta da Alegria mostra como uma ideia pode atravessar gerações sem perder sua essência. Do primeiro trenzinho criado por Antônio à atual estrutura das carretas, o projeto continua levando um convite simples: deixar os problemas de lado por alguns minutos e permitir que adultos e crianças voltem a ser crianças. Para quem ainda não conhece a atração, fica o convite para embarcar na Carreta da Alegria durante a temporada em Ponta Grossa.




























