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Cérebro no automático pode comprometer segurança no trabalho

Dr. Omar Sayed, da Medvitae, explica como a falta de atenção impacta tarefas do dia a dia e destaca hábitos saudáveis

No ambiente profissional, esse comportamento pode impactar diretamente a segurança. Por isso, estratégias como protocolos e checklists são fundamentais
No ambiente profissional, esse comportamento pode impactar diretamente a segurança. Por isso, estratégias como protocolos e checklists são fundamentais -

Mariele Alexandra Zanin

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No dia a dia corrido, é comum realizar tarefas quase sem perceber. Mas esse funcionamento do cérebro, conhecido como “modo automático”, pode trazer riscos, especialmente no ambiente de trabalho.

Segundo o neurologista Dr. Omar Sayed, o cérebro utiliza esse mecanismo como forma de economizar energia. “O cérebro consome de 20 a 30% da energia do corpo. Então, ele entra no modo automático para poupar energia e conseguir dar conta de outras atividades”, explica.

Esse processo acontece principalmente em situações rotineiras, como dirigir ou executar tarefas repetitivas. No entanto, o especialista alerta que esse hábito pode comprometer a atenção. “No modo automático, a gente pode reduzir em até 60% ou 70% a atenção. Isso aumenta o risco de erros, principalmente diante de situações inesperadas”, destaca.

De acordo com o médico, quem tem mais experiência em determinada atividade pode estar ainda mais exposto. “Quem já tem prática tende a entrar no automático com mais facilidade. E o problema é que o cérebro demora mais para reagir quando algo foge do padrão”, afirma.

No ambiente profissional, esse comportamento pode impactar diretamente a segurança. Por isso, estratégias como protocolos e checklists são fundamentais. “Não basta só comunicar. É preciso garantir que a informação foi realmente compreendida. Ferramentas como checklist ajudam a manter o foco e evitar falhas”, explica.

O especialista cita a aviação como exemplo de setor que prioriza esses cuidados. “Mesmo que tudo tenha sido verificado antes, o checklist é sempre repetido. Isso reduz a margem de erro, porque quando há falha, ela pode ser fatal”, ressalta.

Outro ponto importante é o cuidado com a saúde mental dentro das empresas. A Norma Regulamentadora NR-1, por exemplo, propõe um olhar mais atento ao bem-estar do trabalhador. “Existe uma sobrecarga no ambiente de trabalho que pode gerar estresse, ansiedade, depressão e até burnout. A NR-1 vem para melhorar esse ambiente e a comunicação”, explica.

Além disso, hábitos do dia a dia também influenciam diretamente o funcionamento do cérebro. “Dormir bem, se alimentar de forma saudável, praticar atividade física, manter relações sociais e estimular o cérebro são pilares essenciais para a saúde cerebral”, orienta.

Segundo o neurologista, esses cuidados ajudam não só na performance, mas também na qualidade de vida. “Cuidar do cérebro é investir em um melhor desempenho e em um futuro com mais saúde cognitiva”, conclui.

A Medvitae se posiciona como parceira técnica das empresas, apoiando desde a identificação dos riscos até a implementação das medidas exigidas pela NR-1. Mais informações para entender como se adequar à NR-1 de forma prática, clique aqui.

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