Peça de teatro sobre violência contra a mulher chega à casa de custódia | aRede
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Peça de teatro sobre violência contra a mulher chega à casa de custódia

Projeto promove reflexão, conscientização e incentivo à denúncia

A peça narra a biografia de uma mulher que vive um relacionamento abusivo por 15 anos e que consegue se libertar através do esporte
A peça narra a biografia de uma mulher que vive um relacionamento abusivo por 15 anos e que consegue se libertar através do esporte -

Mariele Alexandra Zanin

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A arte como ferramenta de transformação social foi destaque em uma ação realizada na Casa de Custódia de Ponta Grossa Hildebrando de Souza. A apresentação da peça “O que eu deveria ser, se não fosse quem eu sou” integra o ‘Projeto Mulher, Consciência e Ação, 5ª Edição’, que aborda a violência contra a mulher e promove reflexão dentro e fora do sistema prisional.

A atriz Michella França destaca que o espetáculo foi pensado para alcançar diferentes públicos e provocar identificação. “É uma peça feita para estar em todos os lugares. Quando as pessoas assistem, elas se colocam naquela situação, criam empatia e isso gera uma conversa muito importante depois”, afirma.

O coordenador regional da Polícia Penal, William Daniel de Lima Ribas, reforça que o acesso à cultura também faz parte do tratamento penal. “As pessoas privadas de liberdade precisam cumprir suas penas, mas também devem ter acesso a oportunidades que contribuam para sua ressocialização”, pontua.

Para a assistente social Bruna Miranda, levar arte e informação ao ambiente prisional amplia oportunidades. “Esse tipo de ação contribui com o processo de socialização e pode transformar vidas, levando orientação e novas possibilidades para o futuro”, afirma.

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A peça teatral “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou” sobre violência contra a mulher foi apresentada na Cadeia Pública Hildebrando como parte do ‘P... | Autor: aRede.info

Já a juíza Alessandra Pimentel destaca que a peça também cumpre um papel fundamental de incentivo à denúncia. “É um estímulo para que a mulher procure ajuda, busque proteção e rompa o ciclo da violência”, explica.

O produtor David Dias chama atenção para a importância de envolver também o público masculino. “É essencial levar essa discussão para os homens, principalmente jovens, para que entendam desde cedo que a violência é crime”, afirma.

Durante a ação, relatos reais reforçaram a importância do tema. Uma das detentas compartilhou sua vivência marcada por anos de violência física, psicológica e ameaças, evidenciando como o medo e a dependência emocional dificultam a denúncia e perpetuam o ciclo de agressões.

A promotora de Justiça Heloísa Missau Ruviaro reforça o papel da lei no enfrentamento à violência. “A Lei Maria da Penha oferece mecanismos de proteção, como as medidas protetivas, que garantem segurança para que a mulher consiga sair dessa situação”, destaca.

O presidente do Conselho da Comunidade, Emerson Woyceichoski, explica que iniciativas como essa também fazem parte do processo de reinserção social. “Nosso papel é fiscalizar, mas também contribuir para que essas pessoas possam retornar à sociedade com novas perspectivas”, destaca.

A iniciativa mostra que a arte pode ser uma poderosa aliada no combate à violência, promovendo empatia, informação e incentivando mudanças reais na sociedade.

SOBRE O PROJETO:

O Projeto Mulher consciência e ação foi criado em 2019, após a estreia do Espetáculo “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou” que aborda a temática da violência contra as mulheres, onde se observou um importante e necessária ferramenta social para o combate da violência doméstica.

A apresentação do espetáculo aliada a uma palestra informativa se complementa proporcionando momentos de reflexão e discussão sobre o assunto. “O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou” é um drama baseado em relatos reais de mulheres que sofreram diferentes tipos de violência física, moral, patrimonial, sexual e psicológica e que encontraram apoio para mudar suas vidas.

A peça narra a biografia de uma mulher que vive um relacionamento abusivo por 15 anos e que consegue se libertar através do esporte.

PROJETO REALIZADO COM O INCENTIVO DO PROMIFIC – PREFEITURA DE PONTA GROSSA – SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA – CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA CULTURAL.

SERVIÇOS E REDES:

DELEGACIA DA MULHER

Rua XV de novembro, nº 909 – Centro.

Atendimento ao público: de segunda à sexta, das 9h às 18h.

Telefone: (42) 3309-1300

CASA DA MULHER

Rua Theodoro Rosas, 1651

Telefone: (42) 3220-1043 ou (42) 9.9956-3621

NÚCLEO MARIA DA PENHA – NUMAPE/UEPG

(42) 3220-3475

Atendimento ao público: de segunda à sexta,

das 13h às 17h.

Polícia Militar / Guarda Municipal

190 ou 153

NUCRIA

Rua Dr. Antônio Russo, 28 – Oficinas

Atendimento de 8 às 12 h e de 13 às 17 h

Telefone: (42) 98881-0673

Conselho Tutelar

Telefone: (42) 3220-1065

13ª Subdivisão Policial

Av. João Manoel dos Santos Ribas, 677

Telefone: (42) 3219-2750

Disque denúncia anônimo

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