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Maus-tratos contra animais exigem denúncia, educação e responsabilidade

Roda de conversa reúne especialistas e ativistas para discutir abandono, violência, criação clandestina e os caminhos para combater crimes contra animais

Participaram do debate a vereadora e protetora Teka dos Animais, a médica veterinária e pós-doutora em Direito Animal, Dra. Erika Zanoni; o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Anael Ruccieri; e a animalista e cofundadora do Grupo Fauna, Isabele Futerko
Participaram do debate a vereadora e protetora Teka dos Animais, a médica veterinária e pós-doutora em Direito Animal, Dra. Erika Zanoni; o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Anael Ruccieri; e a animalista e cofundadora do Grupo Fauna, Isabele Futerko -

Mariele Alexandra Zanin

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Os recentes casos de maus-tratos e agressões contra animais, registrados no Paraná e em outras regiões do país, reacenderam um debate urgente sobre responsabilidade, conscientização e punição. O tema foi aprofundado em uma roda de conversa com especialistas e pessoas diretamente ligadas à causa animal, que destacaram a gravidade da situação e a necessidade de ações conjuntas da sociedade e do poder público.

Participaram do debate a médica veterinária e pós-doutora em Direito Animal, Dra. Erika Zanoni; a vereadora e protetora Teka dos Animais, com mais de 18 anos de atuação na causa; o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Anael Ruccieri; e a animalista e cofundadora do Grupo Fauna, Isabele Futerko.

Entre os temas abordados, o abandono foi apontado como uma das práticas mais recorrentes e cruéis. Segundo os participantes, situações como filhotes deixados em vias públicas ou animais abandonados em áreas rurais fazem parte de uma realidade diária enfrentada por protetores e entidades. Além de causar sofrimento extremo, o abandono é crime e precisa ser tratado com mais seriedade.

Outro ponto de destaque foi a violência extrema contra animais, incluindo casos de abuso. A Dra. Erika Zanoni explicou que crimes contra animais estão frequentemente ligados a outros comportamentos violentos, conforme aponta a chamada “teoria do elo”, que relaciona maus-tratos a animais com crimes contra pessoas. Além do sofrimento físico, os animais vítimas de violência podem desenvolver traumas psicológicos, alterações comportamentais e doenças decorrentes do estresse.

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Os últimos acontecimentos envolvendo maus-tratos e agressões contra animais chocaram a comunidade e reacenderam um debate que não pode ser ignorado. Hoje, o ... | Autor: aRede.info
  

A dificuldade na investigação e punição desses crimes também foi debatida. Anael Ruccieri ressaltou que, apesar de avanços na legislação e em ferramentas de monitoramento, a apuração ainda enfrenta obstáculos, especialmente quando os crimes ocorrem em residências ou locais ocultos. Nesses casos, a denúncia da população é fundamental para os órgãos competentes poderem agir.

A criação clandestina de animais de raça foi outro alerta importante. Práticas como cruzamentos consanguíneos, motivados pelo lucro, geram sofrimento contínuo aos animais, que enfrentam muitas vezes problemas graves de saúde ao longo da vida. Os especialistas reforçaram que a compra irresponsável também alimenta esse tipo de crime.

Durante a conversa, os participantes destacaram ainda a importância da educação desde a infância, com ações de conscientização em escolas, e do fortalecimento da ideia de guarda responsável. Para eles, combater os maus-tratos passa por informação, empatia, denúncia e políticas públicas eficazes.

A mensagem final do debate foi clara: os animais não têm voz, mas a sociedade tem o dever de agir. Denunciar, conscientizar e assumir responsabilidades são passos essenciais para reduzir a violência e garantir dignidade e bem-estar aos animais.

Para denunciar maus-tratos animais em Ponta Grossa, use o Disque Denúncia 181 (anônimo), acione a Polícia Militar (190) para emergências ou a Guarda Municipal (153/WhatsApp 99155-1024) para animais soltos/abandonados; vá à Delegacia de Polícia Civil registrar BO; contate o CRAR (3220-1000 ramal 4072) ou Zoonoses (3220-1000 ramais 4094/4095), sempre reunindo fotos/vídeos como prova para fortalecer a denúncia, que é crime, com base na Lei 9.605/98.

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