Entrevista em Imbituva aborda guerra entre Rússia e Ucrânia
Ação foi desenvolvida em todos os quartos anos da instituição de ensino; educadora do 4º ano D relata impressões que a sua turma teve com brasileiro residente em território ucraniano

Ação foi desenvolvida em todos os quartos anos da Escola Emma Horst Volpi; educadora do 4º ano D relata impressões que a sua turma teve com brasileiro residente em território ucraniano
As turmas do 4º ano B e C, da Escola Municipal Emma Horst Volpi, de Imbituva, sob coordenação da professora Eliete de Jesus de Oliveira e auxílio do professor Hudson Baskoski, abordaram um assunto destaque na atualidade, de grande relevância e que despertou muito interesse por parte dos alunos, a guerra entre a Rússia x Ucrânia.
Desenvolvendo o tema, a professora Eliete relatou que o trabalho contou com a ajuda dos pais, pois cada criança devia realizar uma pesquisa acerca do assunto debatido, a ser relatada em sala de aula. “O objetivo desse trabalho era despertar nos alunos a importância do diálogo e do respeito, sejam eles entre pessoas ou países”, conta a educadora.
A fim de complementar o assunto, Hudson, professor de Geografia, ministrou uma aula específica sobre as questões geográficas que estão por trás dos motivos do conflito entre as duas nações, bem como questões históricas. Além de abordar a busca por um mundo sem guerras, o qual necessita de três palavras-chaves: diálogo, respeito e empatia.
Eliete também relatou que os alunos foram muito participativos, tanto durante a exposição da pesquisa que trouxeram de casa, quanto na aula do professor, pois foram instigados a questionar sobre os motivos e a pesquisar sobre um tema importante.
Além dos debates sobre a geográfica local e as razões da guerra, os estudantes puderam entender mais a fundo a realidade vivida pelos moradores da zona de conflito, através de uma entrevista via internet com Claudinho Garcia, jogador de futebol e natural de Imbituva, que reside na cidade de Kherson, na Ucrânia.
“Qual a sensação de estar vivendo numa guerra? Você está com dificuldades para comprar comida e água? O que você aprendeu para sua vida, vivendo esta situação de guerra? A resposta que impressionou as crianças foi quando Claudinho disse ‘Nunca deixem de dizer que amam as pessoas que estão com vocês, principalmente a família!’”, relata a educadora sobre as questões feitas pelos alunos.
A professora contou que “após a entrevista os alunos ficaram bem impressionados, pois estavam entrevistando via meet, e no mesmo instante ao redor da onde o entrevistado estava, lugares da Ucrânia continuavam sofrendo ataques”. Como atividade, os alunos expressaram através de desenhos o maior sentimento para o momento, o de paz para o mundo. “Dessa forma, as crianças compreenderam sim, que para um mundo melhor, precisamos dialogar, respeitar e ter empatia”, finalizou Eliete.
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