Preservação das araucárias é destaque em Piraí do Sul
Ações ambientais – e, também, de inclusão – foram abordadas em 4º ano da Escola Rural Eurides Martins

Ações ambientais – e, também, de inclusão – foram abordadas em 4º ano da Escola Rural Eurides Martins
O 4º ano da Escola Rural Municipal Eurides Martins em Piraí do Sul, sob coordenação da professora Rosângela Lopes, desenvolveu um trabalho de educação ambiental e inclusão, com foco na preservação das araucárias – o pinheiro-do-Paraná. A docente destaca os principais pontos trabalhados com os alunos, com diversos recursos, como os registros feitos por eles acerca da temática.
“Iniciei como professora do 4º ano no mês de março, com aulas online, através de grupo do WhatsApp. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela falta de contato em sala de aula, trabalhamos com muito empenho e dedicação os temas ambientais e a inclusão, principalmente, de pessoas surdas. Mesmo não tendo alunos surdos em nossa escola, temos familiares de alunos com essa necessidade e trabalhamos sempre a importância de incluí-los em nosso meio, não somente na educação ambiente, mas em tudo”, aponta a educadora.
Esse contexto, cita Rosângela, é para que todos conheçam ao menos o básico para poder interagir e fazer com que todos participem da vida como devem e merecem. Assim, com vídeos, fotos e áudios sobre preservação ambiental, a participação foi intensa, pois como pontua a professora, todos vivem na zona rural de Piraí do Sul e já possuem um conhecimento sobre a importância de cuidar do meio em que vivem e tiram seu sustento.
“Trabalhamos sobre a preservação da Araucária no retorno presencial dos alunos, com aulas explicativas sobre a mesma, a qual todos já conhecem e apreciam muitos seus frutos, com vídeo sobre a importância em se preservar essa árvore símbolo do Paraná, por inúmeros motivos. Um desses motivos é que o fruta dessa árvore, conhecido como pinhão, serve de alimento para muitos animais, como a cutia, o serelepe, o papagaio-do-peito-roxo, a gralha-picaça, entre outros”, elenca a docente.
Assim, a educadora elaborou uma aula explicativa sobre a extinção desta espécie nativa devido à intensa exploração comercial de sua madeira, muito utilizada em construções e móveis e de grande valor comercial. Neste ínterim, Rosângela explicou à turma que a araucária tem um ciclo de vida lento se comparada a outros espécies, como o pinus por exemplo: produz frutos ao atingir, ao menos, oito metros, nos seus cerca de 12 a 15 anos – podendo chegar a estonteantes 50 metros de altura.
“Pedi aos alunos que levassem essas informações para a sua família, explicando a eles tudo que aprenderam ao longo desses meses e convidando-os a fazer parte desse projeto que não é somente um projeto para a turma de alunos de nove ou dez anos; mas, sim, um projeto para a vida”, complementa a professora, citando também que é dever de todos cuidarem do meio ambiente, preservarem a natureza e as araucárias, além de não jogar lixo, reciclar e reiterar a importância das pessoas surdas inseridas na educação ambiental.
“Entregamos aos alunos uma muda de pinheiro para eles plantarem em casa, em um local onde os pais orientarem, tendo vista que é uma árvore que crescerá muito, então devemos plantar em um local adequado. Os alunos irão acompanhar seu desenvolvimento, atividade a qual eles ficaram felizes em desenvolver e pôr em prática”, conclui a docente.
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