Ações ambientais e solidárias marcam trabalho em Ipiranga

Turmas da Escola Professora Anita Taborda Puglia doam tampinhas plásticas que são revertidas em fraldas geriátricas a quem precisa

Volta às aulas presenciais tornou projeto mais acessível
Volta às aulas presenciais tornou projeto mais acessível -

Dhiego Tchmolo

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Turmas da Escola Professora Anita Taborda Puglia doam tampinhas plásticas que são revertidas em fraldas geriátricas a quem precisa

Práticas ambientais vêm sendo amplamente exploradas junto ao Vamos Ler – Geração Digital durante o ano letivo de 2021. E, na Escola Municipal Professora Anita Taborda Puglia, em Ipiranga, não foi diferente: o meio ambiente e a solidariedade foram unidos em um amplo trabalho, conforme relata a professora Márcia Eliane Travensoli, do 4º ano B, que trouxe os principais aspectos do trabalho.

“Decorrido o extenso período de pandemia do coronavírus, covid-19, nos anos de 2020 e este ano atual, como todas as instituições e locais onde se preza a presença e contato humano, a escola, um cenário de contexto pedagógico, de sociabilidade e de ensino elaborado, sofreu adaptações em todos seus âmbitos”, destaca a docente.

Conforme explica a educadora, com o retorno gradativo às aulas presenciais e uma minoria pelo Google Meet, a sensação de estar com os alunos e a satisfação de acompanha-los permite que as estratégias de aprendizagem transbordem, promovendo interações “infindáveis de valores, atitudes, preservação, expressão de ideias, opiniões, etc.”, conforme pontua Márcia.

“Tem coisas que acontecem, fluem, na conversa e troca de ideias. E, foi a partir dessa situação que numa das aulas, falando sobre doenças, em questão sobre a dengue – como se contrai, o tratamento e como se prevenir – que durante a exploração do tema e orientações de como preservar a saúde, de hábitos de higiene corporal, da casa, do quintal, do meio onde vivem e, principalmente, do descarte correto do lixo produzido, bem como os riscos envolvidos, que fora listado oralmente modos de como se poderia fazer isso”, explica a professora.

Assim, a educadora conversou sobre o descarte de materiais com a turma, relatando a existência da Comunidade dos Servos Pobres em Ponta Grossa, local que as pessoas aceitam a doação de todos os tipos de tampinhas plásticas. Ao venderem, esses indivíduos compram materiais para produzir fraldas geriátricas para atender às necessidades de quem tanto precisa.

“Numa inferência, perguntado sobre o que faziam ou se tinham tampinhas, fora sugerido para trazer à escola e que podia haver uma possível troca. Surgiu, então, a ideia de que ao trazer as tampinhas, os alunos poderiam ser beneficiados com algum material de prioridade escolar. Então, desde o começo de agosto, todos os alunos da turma estão supridos do material básico, como: lápis, borracha, régua, apontador, cola e tesourinha. Já na semana passada, a questão multidisciplinar e ambiental foi apresentada ao 5º ano, a qual teve aprovação e muitas tampinhas arrecadadas”, complementa a docente.

Por fim, a professora explica que o objetivo do gestão de cooperação entre as partes envolvidas foi de gerar consciência, gradual e qualitativa nos educandos, “vivenciando que com uma simples atitude, pode-se ajudar a natureza a ficar ainda mais bela e limpa, ter materiais escolares essenciais no dia a dia, auxiliar a nobre e abençoada causa da Comunidade dos Servos Pobres, enfim , podendo assim dizer que, uma iniciativa, onde todos estão fazendo a sua parte por um mundo melhor, pois somos responsáveis pelo lugar onde vivemos”, conforme conclui Márcia.

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