Saída a campo na região explora conceitos geográficos
Primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Integração de Ponta Grossa pôde visitar municípios de Castro e Tibagi, ampliando conhecimento sobre assuntos trabalhados em sala

Primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Integração de Ponta Grossa pôde visitar municípios de Castro e Tibagi, ampliando conhecimento sobre assuntos trabalhados em sala
Um trabalho de campo nos municípios de Castro e Tibagi levou os alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Integração, em Ponta Grossa, a ampliar os conteúdos previamente trabalhados em sala de aula. O professor Pedro Crist conta os principais destaques do passeio e o que isso agregou à turma.
“No dia 11 de setembro, os alunos da 1ª série do Ensino Médio do Colégio Integração participaram de uma atividade de campo nos municípios de Castro e Tibagi. O trabalho de campo foi conduzido pelo professor Pedro Crist, (da disciplina de Geografia), e contou também com a participação do professor Dr. Waldir Uller (diretor do Colégio)”, destaca Pedro.
O objetivo da prática, explica o professor, foi aprofundar os conteúdos trabalhados previamente em sala de aula, onde os alunos puderam conhecer mais sobre a história da mineração de ferro nos Campos Gerais, com ênfase na localidade do Tronco, em Castro. “No trajeto entre Castro e Tibagi, os alunos tiveram a oportunidade de observar in loco a estrutura morfológica do relevo, denominada Escarpa Devoniana, e entender os processos de sua gênese, assim como, sua importância história do ponto de vista cultural e como patrimônio natural”, conta o docente.
Outro ponto identificado foi a importante litologia ‘Grupo Iapó’ que, conforme elenca Pedro, é uma camada de rocha sedimentar originada por meio d processos de deposições glaciais. Ainda pela manhã, a turma parou às margens do Rio Tibagi, na área urbana do município homônimo, com a finalidade de tecer uma discussão acerca da história da mineração de diamantes no rio, além da formação da pedra preciosa que integra os cientistas.
“Em síntese, não existem vestígios, indícios, de que esse mineral tenha se forma em território brasileiro, sendo a teoria mais aceita a de que sua formação vincula-se aos diamantes encontrados no continente africano, hipótese que corrobora com a teoria da deriva continental - separação dos continentes. No período da tarde, os alunos visitaram o Parque Estadual do Guartelá. Muitos tiveram, pela primeira vez, o contato com o conceito de Unidade de Conservação (UC)”, complementa o professor.
Por fim, Pedro relata que a visita trouxe entendimento e reflexão sobre os processos que originaram o Canyon. “Além dos aspectos físicos e biológicos que envolvem a UC, discutiu-se sobre o surgimento da terminologia Guartelá e os fenômenos culturais que envolvem a região. Concluímos que a atividade de prática de campo contribuiu de modo muito significativo para a aprendizagem dos alunos, e que promoveu uma importante integração entre os mesmos”, conclui.
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