Projeto Vida Legal é desenvolvido em três turmas de Tibagi
Com objetivo de mesclar assuntos de interesse coletivo, como saúde, e meios de comunicação, professoras dos terceiros anos da Escola São Bento destacam importância da temática.

Com objetivo de mesclar assuntos de interesse coletivo, como saúde, e meios de comunicação, professoras dos terceiros anos da Escola São Bento destacam importância da temática.
Cerca de 65 alunos fazem parte do Projeto Vida Legal, na Escola Municipal São Bento, em Tibagi. O trabalho é realizado com os três terceiros anos da instituição de ensino, buscando o conhecimento, conscientização e práticas que insiram os meios de comunicação em sala de aula, de forma prazerosa e dinâmica, de acordo com o planejamento anual para o terceiro, e ainda utilizando recursos do projeto Televisando o Futuro, da RPC. Os trabalhos foram executados pelas professoras Juliana Kremer e Lucélia Galinski.
“Nossa escola é uma escola rural com aproximadamente 400 alunos entre ensino fundamental e educação infantil. Nossa comunidade escolar é de alunos que provém em sua maioria de lugares muito distantes. O que nos levou a pensar nessa prática foi exatamente a necessidade de incluir nossos alunos nesse mundo tecnológico, já que a maioria deles não dispõe de todos esses meios de comunicação em suas casas”, comenta Juliana.
Conforme aponta o relato das docentes, o desafio engloba, também, o desafio numa nova perspectiva de metodologia, buscando resultados inéditos e que contribuam para os alunos. “Este projeto foi desenvolvido principalmente voltado à saúde dos pequenos e como manter essa saúde e desenvolver a mente e o corpo. Como as crianças foram determinando o rumo do projeto, de acordo com o que mais gostavam e perguntavam, então ficou fácil e gostoso de usar a mídia”, destaca a professora.
Dois vídeos foram passados para os alunos, ambos do grupo Globo (ParanaTV e G1), onde eles puderam dialogar sobre a importância da vida saudável, além da motivação trazida pelo medalhista olímpico em Atenas 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na maratona e que concedeu entrevista ao jornal estadual. Através dele, os cinco primeiros alunos que chegassem na tabuada do 9 antes, receberiam medalhas.
Mãos no papel
A partir deste ponto, os estudantes puderam ser verdadeiros atuantes nas atividades em sala de aula. “Como os alunos do 3º ano ainda estão caminhando para uma forma crítica de escrever, mantivemos a prática pedagógica voltada mais para a escrita. Assim, no decorrer do projeto fizemos vários textos, onde cada um ia escrevendo do seu jeitinho. Depois que eles escreviam seus textos, íamos até o laboratório de informática, onde cada um digitava seu texto da forma como havia escrito. Depois de digitar o texto no Word eu auxiliava cada aluno a arrumar parágrafos, retirar palavras repetidas, corrigir erros ortográficos e gramaticais, enfim reestruturar seus textos”, aponta Juliana.
Com todos os textos feitos, corrigidos no caderno, foi a vez de digitá-los para transformar a produção em um livro de histórias dos 3ºs anos. “Com base nesse projeto tentamos mostrar aos alunos que eles podem ser escritores de livros como os que eles vêem no cantinho da leitura ou em outros lugares. Que eles têm capacidade escrever histórias muito legais e que possam ser lidas por outras pessoas. É só acredita em si mesmos”, aponta Juliana.
Outros assuntos também fizeram parte das atividades produzidas pelas professoras. “Quando estávamos conversando sobre Vida Saudável, entramos no assunto de saúde mental. Conversamos sobre aquelas pessoas que apresentam doenças psicológicas e o quanto devemos cuidar do que assistimos por isso. As crianças contaram sobre coisas que assistiram na TV e que marcaram tanto que nunca mais esqueceram. Como tiroteio, pessoas com muito sangue, zumbis, caveiras, morte, etc”, comenta a professora.
Continue acompanhando o Vamos Ler – Geração Digital para acompanhar a segunda parte da reportagem sobre o Projeto Vida Legal da Escola São Bento. Até lá, clique aqui e acesse o blog escolar.





















