Estudantes conhecem prejuízos do trabalho infantil
Imagens deste tipo de abuso que atinge 3 milhões de brasileiros foram apresentadas em atividade na Escola José Pedro Cleto. Aborto e doação de sangue também renderam produções.

Imagens deste tipo de abuso que atinge 3 milhões de brasileiros foram apresentadas em atividade na Escola José Pedro Cleto. Aborto e doação de sangue também renderam produções.
O trabalho infantil ainda é uma realidade presente no Brasil: quase 3 milhões de crianças e adolescentes entre 5 a 17 anos fazem parte da estatística segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mesmo considerando aqueles que contribuem para o sustento da família em atividades que não requerem esforço físico e mental excedentes, a maioria atua em longas e exaustivas jornadas até mesmo para adultos.
Com esse dado alarmante que a professora Luciana Freitas da Escola Municipal José Pedro Cleto instituiu uma atividade junto ao 5º ano denominada ‘Cartão vermelho ao trabalho infantil’. Segundo explica a docente, um folheto foi apresentado aos estudantes que, após interpretarem oralmente a temática, fizeram as anotações os respectivos cadernos.
“Levei as crianças para verem imagens da internet de menores trabalhando. Pude ver que ficaram bem comovidos com as imagens de crianças carregando pesos, até maiores que o seu. Crianças quebrando pedras, trabalhando na fabricação de carvão, entre outras imagens”, destaca Luciane. Este momento, conforme explica a professora, foi de um debate constante sobre os prejuízos que este tipo de trabalho impacta na formação de crianças e adolescentes.
“Partimos para a produção textual, onde expliquei a eles que essas campanhas com folhetos são realizadas para que se diminua o que está acontecendo, no caso, o trabalho infantil. Deixei bem claro que em casa o trabalho que a mãe pede como secar uma louça, deixar seu quarto arrumado, são tarefas que se pode fazer”, aponta a professora.
Para fixar ainda mais conceitos relacionados aos problemas nesta fase da vida – visto que a média dos estudantes do 5º ano é de 10 anos – houve debate sobre obesidade infantil, contra o aborto e doação de sangue, onde os próprios alunos puderam fazer as suas campanhas. “E, como sempre, entenderam o recado e o trabalho saiu maravilhoso”, finaliza Luciana.
Quer saber tudo que acontece no 5º ano da Escola Municipal José Pedro Cleto? Acesse o blog escolar através deste link e veja os desenhos realizados nesta atividade.





















