Kick-Ass 2 e seu olhar sobre o contemporâneo | aRede
PUBLICIDADE

Kick-Ass 2 e seu olhar sobre o contemporâneo

Imagem ilustrativa da imagem Kick-Ass 2 e seu olhar sobre o contemporâneo
-

Tiago Bubniak

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

É até chavão: continuações no cinema tendem a gerar descrédito. Costuma-se considerar que o impacto do primeiro filme raramente se confirma ou é superado no segundo. Kick-Ass 2? Uma exceção. Se não existem grandes novidades agora em relação a Kick-Ass – Quebrando Tudo, lançado em 2010, pelo menos o nível não cai. É mais do mesmo, mas ainda capaz de entreter e suscitar reflexões sobre o mundo atual. A ironia, a pancadaria (muito bem encaixada no contexto) e a abordagem de uma série de temas contemporâneos estão novamente presentes.

O trabalho, desta vez roteirizado e dirigido por Jeff Wadlow, é adaptado das histórias em quadrinhos criadas por Mark Millar e Jonh Romita Jr. Por seu caráter ultraviolento, a produção certamente não agrada muita gente. No entanto, em meio ao sangue, há o desfile de uma série de assuntos como a influência da mídia na tomada de decisões, a inserção das redes sociais no cotidiano e, sobretudo, a reação popular frente à deficiência estatal em conter a violência.

Como bem lembra quem acompanhou o primeiro filme, tudo começou quando Dave (Aaron Taylor-Jonhson) resolveu abandonar a vida que considerava medíocre, vestiu uma roupa de mergulho de gosto discutível e saiu pelas ruas para combater o crime. Kick-Ass 2 prossegue com essa premissa, mas, desta vez, a emblemática Hit-Girl (Chloë Grace Moretz) vive um dilema entre dar continuidade à sua personagem ou abandonar de vez o passado para ser uma adolescente comum.

É habilidosa a forma como o roteiro costura tudo o que se propõe a tratar, lançando aqui e ali várias situações cômicas. Talvez a maior fraqueza esteja na saída fácil da dicotomia bem/mal: como reação à atitude dos “mocinhos”, criminosos também vestem fantasias e ocupam a posição de “vilões”. Ainda assim, esse recurso aparentemente de pouca criatividade convida a pensar sobre o efeito colateral da “justiça pelas próprias mãos”, que é a promoção de mais violência. Você, ponta-grossense, quer assunto mais atual que esse?

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right