Maria Maya relembra personagem ousada em 'Caminho das Índias'

Quando Caminho das Índias ganhou, em 2009, o prêmio internacional Emmy na categoria melhor novela, Gloria Perez agradeceu a “paixão e trabalho” de toda equipe. Depois de seis anos da premiação, atriz Maria Maya fala da novela, que está no ar em Vale a Pena Ver de Novo, com o mesmo discurso de reconhecimento que a autora.
“Eu tive uma sorte tremenda de ter sido escolhida para se juntar a um time de atores talentosos e ainda ter a oportunidade de prestar um serviço social de tamanha importância, com a discussão sobre a esquizofrenia, uma doença cercada de preconceitos até hoje”, diz Maria, que na trama vivia Inês e dividia a cena com Christiane Torloni, Humberto Martins e Bruno Gagliasso.
Na época, as roupas da personagem de Maria acabaram se tornando marca registrada. Uma blusa com led, usada em cena por Inês, chegou até a virar moda. “O estilo era uma mistura do 'Punk Rock Londrino' com a 'Noiva Cadáver' do Tim Burton. Era tudo muito moderno e nunca visto na TV, por isso, tamanho o estranhamento”, relembra a atriz, que está longe das novelas desde 2013, quando interpretou a boliviana Alejandra em Amor à Vida.
A paixão da atriz pelas artes cênicas pode ser explicada pelo seu DNA. Maria é filha dos diretores Wolf Maya e Cininha de Paula. Para ela, o sucesso dos pais está longe de ser um peso. “Sou muito grata de ter tido a honra de pertencer a uma família tão talentosa e tão distinta nas suas escolhas artísticas. Só tenho orgulho e respeito. Cada um, na sua especificidade, mantém com dignidade a potência do nosso DNA", conta a atriz, que atualmente se dedica à direção de teatro.
Abaixo confira outros trechos da entrevista com Maria Maya sobre Caminho das Índias
Visual da Inês
“Eram muitos detalhes: o corte de cabelo assimétrico, as inúmeras tatuagens, os piercings, as lentes de contato. Mas toda essa identidade visual, fortemente assinada, ajudava bastante na construção desse universo da personagem que nada se encaixava com a realidade a sua volta, exatamente pela falta de compreensão dessa autenticidade toda.”
‘Pegar o beco’, ‘Essa é padrão’, ‘Qual o teu rap’ ... Gírias da personagem
“Muitas destas gírias já existiam, eram desconhecidas do grande público porque não faziam parte do vocabulário da maioria. Mas como a Glória fez uma extensa pesquisa, ela conseguiu misturar várias tribos criando um dialeto único que gerou enorme identificação, principalmente pelo público jovem.”
Parceiros de cena
“Todos muitos generosos. Humberto Martins, como um pai, sempre muito atencioso com todos. Bruno foi um presente. Seu profissionalismo e talento, aliado ao seu carisma, transformava qualquer diálogo em uma explosão cênica. Com a Chris, foi um encontro mágico.”
Carreira de atriz
“Você só se descobre atriz, fazendo. É na prática, na repetição e também no erro que você se depara com as necessidades de aprimoramento da sua atuação. Para se sustentar nesta concorrida profissão, além de persistência, disciplina e dedicação, você tem que correr atrás de algum diferencial.”





















