Criança é salva por GCM após afogamento e mãe retorna à base para agradecer em PG
Menina foi salva por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) após sofrer um episódio de engasgo e chegar inconsciente à Base Maria Otília

A tarde da última segunda-feira (31) foi marcada por momentos de desespero para a família de Maria Clara, em Ponta Grossa. A menina, que completa 4 anos no próximo dia 19 de setembro, foi salva por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) após sofrer um episódio de engasgo e chegar inconsciente à Base Maria Otília.
Maria Clara é uma criança alegre e sorridente e possui uma síndrome rara chamada Síndrome da Deleção 1p36, ou Monossomia 1p36, que pode causar atraso no desenvolvimento global, hipotonia e limitações na fala, além de alterações na audição e visão. No caso dela, apesar de ainda não falar e não andar, Maria não apresenta perda dessas funções.
A menina também possui epilepsia, relacionada a uma má formação na migração dos neurônios, além de histórico de miocardiopatia não compactada à esquerda, que apresentou melhora após um procedimento para fechar uma comunicação entre a aorta e a veia pulmonar, e bexiga neurogênica. Atualmente, ela realiza acompanhamento com profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, além de fazer equoterapia.
Na segunda-feira, porém, o dia seguia normalmente. Segundo a mãe, Lucia Cordeiro, Maria Clara estava brincando e ouvindo as músicas que gosta. Ela havia se alimentado cerca de uma hora e meia antes do episódio. “Estava tudo normal, ela estava brincando e escutando as musiquinhas que ela gosta. Foi quando percebemos que ela havia vomitado e estava molinha”, contou a mãe.
Lucia tentou realizar o procedimento para desengasgar a filha, fazendo batidas nas costas, mas não obteve resposta. Na sequência, percebeu que a menina estava ficando com os lábios e as pontas dos dedos roxos.
“Eu tentei fazer o procedimento de desengasgar, batendo nas costas, mas sem êxito. Aí percebi que ela estava ficando com os lábios roxos e as pontas dos dedos. No momento de desespero, eu só pensei em correr até a GCM para pedir ajuda”, relatou.
Corrida até a GCM
Desesperada, a mãe colocou Maria Clara no veículo e seguiu rapidamente até a Base Maria Otília, buzinando para chamar a atenção dos agentes. “Cheguei buzinando e já apareceu um dos guardas, que começou o procedimento de reanimação”, lembrou Lucia.
Enquanto um dos agentes realizava os primeiros procedimentos, outro GCM assumiu o atendimento. Maria Clara permanecia sem reação e bastante molinha, enquanto um terceiro agente entrou em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Com as orientações repassadas pelo médico regulador, Dr. Joaldo, os agentes deram continuidade às manobras indicadas para a situação. A persistência da equipe fez com que a menina finalmente conseguisse desengasgar. “Naquele momento, o agente ainda estava fazendo o procedimento de batidas nas costas, mas ela permanecia sem reação, bem molinha. Enquanto o outro agente ligava para o Samu e, junto com as orientações do Dr. Joaldo, foi feita aquela manobra com o nome difícil. E eles conseguiram que ela desengasgasse”, explicou a mãe.
Pouco depois, uma equipe do Samu chegou à base e assumiu o atendimento. Maria Clara ainda apresentou três episódios de convulsão já dentro da ambulância. Após ser estabilizada, ela foi encaminhada ao Hospital Geral Unimed (HGU), onde passou por diversos exames.
De acordo com Lucia, os resultados foram positivos e, após o período de avaliação, Maria Clara recebeu alta.
Mãe retorna à base para agradecer
Depois de viver momentos que descreve como um dos maiores desesperos de sua vida, Lucia decidiu voltar à Base Maria Otília. Desta vez, porém, ela não chegou correndo ou pedindo socorro. Foi acompanhada da própria Maria Clara para agradecer pessoalmente aos agentes que ajudaram a salvar a filha.
O reencontro foi marcado pela emoção. Para a mãe, retornar ao local com a menina bem foi uma forma de demonstrar a gratidão por tudo o que os guardas fizeram naquele momento.
Lucia conta que, durante todo o atendimento, os agentes não apenas realizaram as manobras necessárias, mas também procuraram tranquilizá-la enquanto lutavam para estabilizar a criança. “Foram momentos de grande desespero e achei realmente que iria perder a minha filha. Mas os agentes foram persistentes e, em momento algum, deixaram de me acalmar, dizendo que daria tudo certo”, afirmou.
Para ela, a rapidez com que os guardas agiram fez toda a diferença. “Eles foram verdadeiros anjos nas nossas vidas, e seremos eternamente gratos pelo pronto atendimento deles!”, declarou Lucia.
O caso também reforça a importância do preparo dos agentes da Guarda Civil Municipal para atuar em situações de emergência. A rápida intervenção dos GCMs, aliada às orientações do Samu e ao atendimento médico posterior, foi fundamental para que Maria Clara pudesse voltar para casa após o grande susto.
Confira um resumo da notícia:
- Menina de quase 4 anos é salva após engasgo, depois de chegar inconsciente à Base Maria Otília, em Ponta Grossa, na tarde de segunda-feira (31).
- Agentes da Guarda Civil Municipal realizaram manobras de reanimação, com orientação do Samu, até conseguirem desengasgar Maria Clara. Ela foi encaminhada ao HGU após também apresentar convulsões.
- Após receber atendimento médico e ter alta, a menina voltou à base com a mãe para agradecer aos GCMs. A família destacou a rapidez, a persistência e o acolhimento dos agentes durante o socorro.





















