Receita Federal de PG arrecada R$ 1,09 bilhão em julho | aRede
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Receita Federal de PG arrecada R$ 1,09 bilhão em julho

O resultado representa crescimento nominal de 16,72% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram arrecadados R$ 938,85 milhões. Considerando a inflação medida pelo IPCA no período, o avanço real foi de 11,76%

De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, diferentes segmentos de arrecadação contribuíram para o resultado positivo registrado em julho
De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, diferentes segmentos de arrecadação contribuíram para o resultado positivo registrado em julho -

Da Redação

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Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, responsável por 64 municípios, registra crescimento da arrecadação no mês e soma R$ 6,71 bilhões entre janeiro e julho

A arrecadação de tributos fazendários e previdenciários na área de abrangência da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa) alcançou R$ 1,095 bilhão em julho de 2026. O resultado representa crescimento nominal de 16,72% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram arrecadados R$ 938,85 milhões. Considerando a inflação medida pelo IPCA no período, o avanço real foi de 11,76%.

A DRF/Ponta Grossa atende uma região formada por 64 municípios. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação chegou a R$ 6,714 bilhões, ante R$ 6,346 bilhões registrados entre janeiro e julho de 2025. O crescimento nominal no período foi de 5,80%.

De acordo com os dados divulgados pela Receita Federal, diferentes segmentos de arrecadação contribuíram para o resultado positivo registrado em julho. Na 9ª Região Fiscal, que reúne Paraná e Santa Catarina, a arrecadação de IRPJ e CSLL cresceu 18,8%, com acréscimo de R$ 1,085 bilhão. O aumento ocorreu nas diferentes formas de apuração dos tributos, incluindo balanço trimestral, lucro presumido e estimativa mensal.

Outro destaque foi a arrecadação dos principais tributos relacionados à importação, que avançou 18,6%, com acréscimo de R$ 985,4 milhões. O resultado foi acompanhado por crescimento de 13% no volume, em dólares, das mercadorias importadas pela região. No mesmo período, a taxa média de câmbio apresentou queda de 7,51%.

A arrecadação previdenciária também apresentou desempenho positivo, com alta de 10,9%, equivalente a R$ 691,7 milhões. Segundo a Receita, o resultado foi influenciado pelo crescimento de 10,2% na massa salarial nominal, ou 5,3% considerando o IPCA. O aumento das compensações, de 10,7%, atuou como fator de redução sobre o resultado.

O Simples Nacional registrou crescimento de 11,6%, com acréscimo de R$ 294,7 milhões. A variação considera os tributos reunidos no regime simplificado, entre eles IRPJ, CSLL, PIS/Cofins, contribuição previdenciária e IPI, além de ICMS e ISS.

Também houve crescimento de 6,8% na arrecadação de Cofins e PIS/Pasep, excluídos os valores referentes à importação. O avanço, de R$ 220 milhões, foi influenciado principalmente pelos setores de comércio atacadista, exceto veículos automotores e motocicletas, e pelos serviços de escritório, apoio administrativo e outras atividades de serviços.

Na indústria, a arrecadação de IPI sobre outros produtos cresceu 21,3%, com aumento de R$ 98,7 milhões, em movimento relacionado aos indicadores de produção industrial. O IPI incidente sobre automóveis apresentou alta ainda mais expressiva, de 60,4%, equivalente a R$ 53,1 milhões, acompanhando o aumento no número de licenciamentos de veículos.

Entre outros tributos, o IRPF avançou 24,6%, com acréscimo de R$ 148,8 milhões, principalmente em razão dos ganhos de capital na alienação de bens. O IOF teve alta de 40,1%, correspondente a R$ 92,1 milhões, influenciado pelas operações de crédito realizadas por pessoas jurídicas.

O IRRF sobre rendimentos de capital cresceu 18,3%, com aumento de R$ 87,2 milhões, especialmente em razão da arrecadação relacionada a lucros e dividendos. Em sentido contrário, o IRRF sobre residentes no exterior recuou 25,8%, com redução de R$ 36,6 milhões, principalmente em função dos juros sobre capital próprio.

A Receita também registrou queda de 0,3% nos recolhimentos de IRRF sobre rendimentos do trabalho, equivalente a R$ 3,9 milhões. O resultado negativo esteve relacionado principalmente ao desempenho dos rendimentos do trabalho assalariado.

Um dos fatores que limitaram o resultado geral foi o volume de compensações declaradas por meio de DComps. Em julho, elas somaram R$ 3,271 bilhões, alta de 38,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Segundo a Receita Federal, o movimento foi especialmente influenciado pelo aumento das compensações de contribuições previdenciárias do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Os números de julho mostram, assim, um cenário de expansão da arrecadação na área abrangida pela Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa, acompanhando o desempenho de diferentes setores da economia paranaense e catarinense. No acumulado do ano, os R$ 6,714 bilhões recolhidos mantêm a arrecadação regional acima do resultado registrado no mesmo período de 2025.

Confira o resumo da notícia:

Resultados e Alcance Regional: A Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa (responsável por 64 municípios) arrecadou R$ 1,095 bilhão em julho de 2026, representando um crescimento real de 11,76% (16,72% nominal). No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação somou R$ 6,714 bilhões, superando os R$ 6,346 bilhões do mesmo período de 2025.

Principais Setores em Alta: O desempenho positivo foi impulsionado pelo aumento expressivo no IRPJ/CSLL (+18,8%), tributos de importação (+18,6%), IPI de automóveis (+60,4%) e IRPF (+24,6%). A arrecadação previdenciária também subiu 10,9%, beneficiada pela expansão da massa salarial.

Fatores Limitantes: O crescimento geral da arrecadação foi parcialmente freado pelo avanço de 38,1% nas compensações tributárias (DComps), que somaram R$ 3,271 bilhões no mês, e por pequenas retratações em impostos específicos, como o IRRF sobre residentes no exterior (-25,8%).

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