Indústria química vai investir R$ 3,3 bi em PG e gerar 750 empregos
O empresário Ricardo Salcedo apresentou o projeto da Hycom na Acipg, empreendimento de produção de amônia verde que será instalado em Ponta Grossa

A diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) recebeu, na segunda-feira (10), o empresário Ricardo Salcedo para uma apresentação sobre o projeto da Hycom, empreendimento de produção de amônia verde que será instalado em Ponta Grossa. O encontro, realizado durante a reunião semanal da diretoria, teve como objetivo detalhar aos representantes do setor produtivo local as características técnicas, os investimentos e o cronograma da nova indústria.
Durante a apresentação, Ricardo Salcedo destacou o ineditismo da planta em escala global. Segundo ele, ainda não existe, em operação, nenhuma unidade de produção de amônia verde do porte planejado para Ponta Grossa. "Não tem nenhuma fábrica desse porte no mundo ainda rodando", afirmou o empresário, ressaltando o caráter pioneiro do empreendimento.
A fala foi reforçada pelo diretor de Indústria da Acipg, Paulo Pinto, responsável por articular a vinda de Salcedo à reunião. "Olha a qual patamar Ponta Grossa vai. É extremamente importante essa vinda. É uma novidade para nós, poucos conhecem o assunto, e esse foi um dos motivos que me fez convidar o Ricardo. Acho que, com todos os diretores entendendo do que se trata, fica tudo muito mais fácil", disse.
INVESTIMENTO
A Hycom é uma empresa brasileira voltada à produção de combustíveis renováveis de origem não biológica (RFNBOs, na sigla em inglês), com foco na descarbonização da cadeia global de energia. O projeto batizado de Hycom Brasil prevê a implantação, na região dos Campos Gerais, de uma unidade de produção de amônia verde a partir de hidrogênio verde, obtido por eletrólise da água com uso de energia renovável.
De acordo com a apresentação institucional da empresa, o empreendimento representa um investimento de US$ 638 milhões (equivalente a R$ 3,3 bilhões na cotação atual) e deve gerar 750 empregos diretos durante sua operação. A planta terá capacidade para produzir 500 mil toneladas de amônia (NH₃) por ano, a partir de 90 mil toneladas de hidrogênio verde, com consumo estimado de 720 MWh/h de energia e 220 litros por segundo de água no processo de eletrólise, purificação e síntese da amônia.
O empreendimento tem como mercado-alvo o setor externo, capitalizando a matriz energética renovável do Brasil — apontada como vantagem competitiva frente a países como Estados Unidos e nações europeias — para atender à crescente demanda internacional por amônia verde, insumo que vem ganhando espaço tanto na produção de fertilizantes quanto como combustível alternativo para o transporte marítimo internacional.
CRONOGRAMA
Segundo o material apresentado, o projeto segue cronograma que vai de 2025 a 2029, com início de produção previsto para julho de 2029. Entre as etapas já cumpridas ou em andamento estão a confirmação da área de instalação, benefícios fiscais municipais, termo de referência ambiental, outorga prévia de uso da água, licença ambiental preliminar, autorização para levantamento arqueológico e topográfico, além da cotação de equipamentos. A negociação de contratos de energia e a conexão ao sistema elétrico seguem em andamento, junto ao avanço das etapas de engenharia do projeto.
REPERCUSSÃO
Para o presidente da Acipg, Leonardo Puppi Bernardi, a chegada da Hycom simboliza a consolidação, em Ponta Grossa, de discussões que até pouco tempo pareciam distantes da realidade local, e que agora colocam a cidade como referência em energia limpa. "Ricardo, por onde ele passa, está ligado a grandes projetos que sempre trazem inovação e riqueza para onde ele atua. A gente ouvia falar de temas como este como algo muito longe da nossa realidade. Energia limpa, ESG, crédito de carbono, tudo era muito distante, mas agora começou a estar aqui no nosso quintal, uma indústria de ponta, e é o que a gente vai começar a ver", avaliou o presidente.
A Acipg reforça seu compromisso em acompanhar e apoiar iniciativas que fortaleçam o ambiente de negócios de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais, conectando o empresariado local às transformações da economia de baixo carbono e às oportunidades geradas por grandes investimentos produtivos.
RESUMO
Apresentação do Projeto: A Acipg recebeu o empresário Ricardo Salcedo para detalhar o projeto pioneiro da Hycom em Ponta Grossa, que será a maior fábrica de amônia verde do mundo em operação.
Investimento e Empregos: O empreendimento prevê um investimento de US$ 638 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões), capacidade para produzir 500 mil toneladas por ano para exportação e a geração de 750 empregos diretos.
Cronograma e Repercussão: O cronograma prevê o início da produção para julho de 2029, consolidando a cidade como referência global em energia limpa e inovação industrial.
Com informações da assessoria de imprensa.





















