APPAC reforça importância do tombamento de igrejas em Ponta Grossa
Posicionamento foi apresentado pelas historiadoras Letícia Almeida, Samara Hevelize, Elizabeth Johansen e a geógrafa Viviane Calikevstz

Em artigo divulgado nesta segunda-feira (20), a Associação de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural em Ponta Grossa (APPAC) se posicionou sobre o processo de tombamento de nove igrejas do município – proposto pela Prefeitura de Ponta Grossa em projeto de lei enviado à Câmara Municipal. Ao longo do texto, a APPAC destaca a importância do tombamento como elemento fundamental para a preservação da memória e da identidade social de toda a comunidade.
No documento, assinado pelas historiadoras Letícia Almeida, Samara Hevelize e Elizabeth Johansen, além da geógrafa Viviane Calikevstz, as representantes da Associação ressaltam o caráter técnico do processo de tombamento e que “proteger o patrimônio ultrapassa a noção da preservação material, mas se constitui como um instrumento de promoção da cidadania e do direito à memória, onde a efetivação depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade”, explicam as profissionais.
Além de detalhar as etapas do processo em todos os níveis, a publicação reforça que, em Ponta Grossa, o “Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), criado em 1999, reúne representantes de diferentes setores da sociedade civil e do poder público, garantindo que as decisões sejam construídas de forma participativa”, apontam Leticia, Samara, Viviane e Elizabeth.
Riscos à proteção dos patrimônios no futuro
Diante do debate sobre a necessidade ou não do tombamento das igrejas em Ponta Grossa, as historiadoras da APPAC demonstram preocupação com um eventual embate político sobre o tema - em detrimento da análise técnica sobre as justificativas apresentadas pela Prefeitura. “A recusa pelo tombamento coloca em risco esse patrimônio que pertence à coletividade, comprometendo a preservação da memória e da identidade social, além de limitar o potencial de desenvolvimento econômico associado ao turismo cultural”, frisa o documento.





















