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Ponta Grossa é incluída em eixo de concessão ferroviária de R$ 53 bilhões

Nova modelagem ferroviária busca ampliar competitividade industrial e de escoamento no Paraná, apontando propostas de infraestrutura essenciais para a região de Ponta Grossa e outros gargalos históricos do Sul do país

O projeto de concessão conduzido pelo governo federal prevê um volume robusto de aportes ao longo dos 30 anos de contrato
O projeto de concessão conduzido pelo governo federal prevê um volume robusto de aportes ao longo dos 30 anos de contrato -

Publicado por João Bobato

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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) apresentou, nesta quinta-feira (16), em Brasília, durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), seu posicionamento sobre a nova concessão ferroviária da Malha Sul.

Representada pelo superintendente João Arthur Mohr, a entidade defendeu uma modelagem capaz de ampliar a competitividade da infraestrutura ferroviária e atender às demandas atuais e futuras da indústria estadual e da região Sul. Além da manifestação realizada durante a audiência, a Fiep também protocolará formalmente por escrito todas as suas contribuições na consulta pública que a ANTT manterá aberta até 10 de agosto.

O projeto de concessão conduzido pelo governo federal prevê um volume robusto de aportes ao longo dos 30 anos de contrato, com investimentos estimados em R$ 14,4 bilhões em CAPEX (despesas de capital) e R$ 38,6 bilhões em OPEX (despesas operacionais).

Foco Regional e Atendimento a Polos Industriais

Entre as principais propostas apresentadas pela Federação estão a manutenção da divisão da atual Malha Sul em três corredores regionais, incluindo o corredor Paraná-Santa Catarina. Esse trecho específico representa um papel estratégico crucial para cidades que compõem o principal eixo de escoamento e produção industrial paranaense — como Ponta Grossa, polo integrador e de entroncamento logístico no estado —, ligando os centros de produção aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

O plano também prevê a futura integração dessa malha operacional com a Ferroeste; a criação de indicadores de desempenho voltados ao atendimento dos usuários; e a garantia de que os recursos gerados pelo corredor Paraná-Santa Catarina sejam prioritariamente investidos na própria malha enquanto persistirem gargalos locais, antes de serem destinados a outros trechos ferroviários.

Eliminação de Gargalos Históricos

Em relação a esses gargalos, a entidade defende que sejam incluídas no edital de concessão obras estruturantes consideradas essenciais para ampliar a capacidade da ferrovia e solucionar problemas históricos do Paraná. Em especial:

• A construção da ligação ferroviária entre Guarapuava, Irati e Lapa, para superar o gargalo da Serra da Esperança;

• A implantação do Contorno Ferroviário de Curitiba, contemplando a implantação do Contorno Oeste prioritariamente e, em seguida, o Contorno Leste.

Outras propostas incluem a ampliação dos pátios de cruzamento para permitir a operação de trens mais longos; a previsão contratual para permitir aportes públicos e privados em novos investimentos ferroviários; a revisão das projeções de demanda para cargas como contêineres, fertilizantes, cimento, calcário e celulose; estudos sobre a capacidade da Serra do Mar e alternativas futuras de expansão da infraestrutura; e maior transparência quanto à renovação e disponibilidade de locomotivas e vagões.

Oportunidade histórica

Durante a audiência, Mohr destacou que, para a Fiep, a nova concessão representa uma oportunidade histórica para transformar a ferrovia em um instrumento efetivo de desenvolvimento econômico, fortalecendo a logística, reduzindo custos para o setor produtivo e ampliando a competitividade da indústria paranaense e da região Sul. Conforme o posicionamento defendido pela entidade, a futura concessão deve priorizar investimentos estruturantes, metas de desempenho e uma infraestrutura preparada para acompanhar o crescimento da produção e da demanda logística nas próximas décadas.

Próximas Sessões do Debate

O encontro em Brasília abriu a série de sessões que serão realizadas pela ANTT no processo de audiência pública para debater a concessão da Malha Sul. Nas próximas semanas, acontecem sessões regionais que também terão a participação da Fiep e devem detalhar os impactos logísticos regionais em cada estado:

Data Local da Sessão Regional

27 de julho Curitiba (PR)

29 de julho Porto Alegre (RS)

31 de julho Florianópolis (SC)

RESUMO:

A Fiep defendeu, em audiência da ANTT, uma nova concessão da Malha Sul com foco na ampliação da competitividade ferroviária e no atendimento às demandas da indústria do Paraná e da região Sul.

Entre as propostas estão a ligação ferroviária entre Guarapuava, Irati e Lapa, para superar o gargalo da Serra da Esperança, e a implantação do Contorno Ferroviário de Curitiba.

A entidade considera a concessão uma oportunidade para fortalecer a logística, reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade dos polos industriais ligados aos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul.

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