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Segundo envolvido em esquema de imobiliária de fachada é preso em PG

A ação é um desdobramento de uma operação que já havia culminado na prisão da mulher apontada como a principal proprietária de uma imobiliária

Suspeitos promoviam um evento intitulado "Feirão da Casa Nova", inclusive decorando a entrada do local
Suspeitos promoviam um evento intitulado "Feirão da Casa Nova", inclusive decorando a entrada do local -

Publicado Por Milena Batista

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A Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR), por intermédio da equipe do Setor Operacional da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pela prática reiterada de crimes de estelionato e apropriação indébita. A ação é um desdobramento direto e aprofundado de uma operação recente que já havia culminado na prisão da mulher apontada como a principal proprietária de uma imobiliária de fachada atuante no município.

As investigações revelaram que o esquema era muito mais complexo do que se desenhava inicialmente. No decorrer da apuração, após a primeira prisão, a Polícia Civil constatou de forma robusta que o homem – então namorado da suspeita à época dos fatos – não era um mero funcionário ou assistente na empresa investigada. Ele atuava como um verdadeiro sócio e mentor do negócio fraudulento.

Segundo o inquérito policial, o investigado detinha participação ativa e estrutural no esquema: ele se apresentava formalmente como proprietário da empresa, angariava ativamente novos clientes, intermediava as negociações presencialmente e por aplicativos de mensagens, e era o responsável direto por realizar e receber pagamentos, ludibriando sistematicamente tanto os locadores (proprietários dos imóveis) quanto os locatários (inquilinos).

Efeito cascata e dezenas de vítimas

O avanço minucioso do inquérito e a ampla divulgação pela imprensa local da prisão da primeira envolvida encorajaram novas denúncias, revelando o verdadeiro tamanho do golpe. Nesta segunda fase da investigação, a PCPR identificou e ouviu formalmente ao menos 11 novas vítimas que procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência narrando o mesmo modo de operação.

O prejuízo financeiro causado aos cidadãos, contabilizando apenas esta nova leva de 11 denúncias, é estimado em cerca de R$ 90.000, valor que os criminosos retiveram indevidamente e utilizaram para benefício próprio. A autoridade policial ressalta que o suspeito continuava atuando no ramo imobiliário mesmo após a prisão de sua parceira, o que motivou o pedido de prisão preventiva para cessar imediatamente o risco de que novas pessoas fossem enganadas.

O Modus Operandi do Esquema

O modo de agir da dupla era padronizado e visava transmitir uma falsa sensação de segurança. Consistia em captar imóveis no mercado, apresentando-se como uma imobiliária séria, e formalizar contratos de administração ou sublocação. Em seguida, os golpistas passavam a reter indevidamente os valores pagos em dia pelos inquilinos — incluindo os pagamentos mensais de aluguel e as robustas taxas de caução.

O dinheiro não era repassado aos legítimos proprietários dos imóveis. Quando questionados pelas vítimas sobre os atrasos, os suspeitos passavam a apresentar desculpas evasivas constantes e histórias como "perda do celular" para justificar a falta de pagamento e o sumiço, causando não apenas prejuízo financeiro, mas grande desgaste emocional às famílias.

Mensagens trocadas entre o investigado e uma das vítimas
Mensagens trocadas entre o investigado e uma das vítimas |  Foto: Polícia Civil

Quarta prisão em semanas: PCPR faz alerta à população

A prisão deste segundo indivíduo marca uma forte ofensiva da 13ª SDP contra crimes patrimoniais na região. É importante ressaltar que, apenas nas últimas semanas, esta já é a quarta prisão realizada pela Polícia Civil de Ponta Grossa envolvendo estelionato e fraudes no setor de imóveis.

Diante da reincidência deste tipo de crime na cidade, a PCPR emite um forte alerta à população para que redobre os cuidados ao realizar negócios imobiliários:

Verifique as credenciais: antes de assinar qualquer contrato ou transferir valores, exija o registro do corretor ou da imobiliária no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). Essa atitude, de forma alguma, pode ser considerada ofensiva ou desrespeitosa com o corretor ou imobiliária, mas sim um dever e direito do comprador. Caso o corretor não queira lhe mostrar o seu numeral de CRECI, desconfie!

Desconfie de facilidades excessivas: preços muito abaixo do mercado, isenção de burocracias comuns e pressa exagerada para o fechamento do negócio são sinais claros de alerta.

Visite o local físico: não negocie apenas por WhatsApp ou redes sociais. Visite a sede física da imobiliária e o imóvel em questão.

Cuidado com contas de terceiros: jamais transfira valores de caução ou aluguel para contas bancárias de pessoas físicas que não constam como proprietárias legais do imóvel no contrato.

A PCPR segue apurando o caso para identificar a totalidade do prejuízo e orienta que outras possíveis vítimas, que reconheçam o modo de operação do casal ou da empresa citada, procurem imediatamente a delegacia para o registro formal da ocorrência e anexação de provas ao inquérito.

VÍDEO
Delegado dá mais detalhes sobre o caso | Autor: Polícia Civil/Divulgação
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