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PG recebe comitiva federal na obra do novo Centro de Radioterapia da Santa Casa

A construção contará com tecnologia inédita na América Latina e deve ampliar atendimento oncológico regional pelo SUS

Visita técnica foi realizada nesta sexta-feira
Visita técnica foi realizada nesta sexta-feira -

Sara Dalzotto

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A Santa Casa de Ponta Grossa recebeu, na manhã desta sexta-feira (29), autoridades federais, representantes da Itaipu Binacional e lideranças políticas para uma visita técnica às obras do novo Centro de Radioterapia da instituição. O espaço, que está em construção no antigo Hospital Evangélico, promete transformar o atendimento oncológico nos Campos Gerais com a implantação de um acelerador linear considerado único na América Latina.

Participaram da agenda a ministra Gleisi Hoffmann, Adriano Massuda (representando o ministro da saúde Alexandre Padilha), o diretor-geral da Itaipu, Enio Verri, o provedor da Santa Casa, Juarez Carvalho, além de autoridades locais.

O principal destaque do novo serviço será o acelerador linear Elekta Versa HD, equipamento de última geração desenvolvido na Suécia pela Elekta. A tecnologia contará com inteligência artificial embarcada, tomografia 4D em tempo real e sistema robótico de posicionamento, permitindo tratamentos mais precisos, personalizados e seguros para pacientes oncológicos.

"Poder ofertar esse tipo de tratamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população brasileira, para população de Ponta Grossa, é um sonho. Poder ver isso acontecendo, garantir tratamento de qualidade com as melhores tecnologias disponíveis no mundo acontecendo aqui", diz Adriano Massuda.

De acordo com o provedor da Santa Casa, Juarez Carvalho, a previsão para conclusão das obras para a inauguração oficial é a partir do dia 20 de junho, no entanto, o início do funcionamento ainda depende dos testes. "Temos ainda que aguardar a nova Agência Nacional de Segurança Nuclear fazer a visita e liberar a utilização. Então, a previsão é de que, a partir do dia 1º de julho esteja entregue o equipamento e pronto para as condições normais de fiscalizações. Assim, deve entrar em operação no final de agosto a início de setembro", explica. Os equipamentos já entram em treinamento na próxima semana.

Atualmente, a Santa Casa é referência em oncologia pelo SUS para mais de 1 milhão de habitantes dos Campos Gerais. Com a nova estrutura, a expectativa é dobrar a capacidade de atendimento, alcançando mais de sete mil consultas e mais de dois mil procedimentos mensais. A implantação do novo centro também deve reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para cidades como Curitiba e outros grandes polos de tratamento oncológico.

O investimento do novo Centro de Radioterapia é de R$ 8,4 milhões, com recursos provenientes da Itaipu Binacional. "Esse investimento é do Governo Federal através da Itaipu, e também uma articulação com emendas parlamentares para aquisição do equipamento que o SUS vai bancar. A gente conseguiu, juntando esforços, fazer algo muito positivo para a população", destaca a deputada federal Geisi Hoffmann.

O diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri, destaca o impacto do equipamento para a população. "Nós estamos falando em melhoria da qualidade do tratamento, qualidade de vida das pessoas que estão passando, não só fisicamente, mas psicologicamente, o câncer é uma coisa que nos amedronta. Ela é uma doença que não atinge só uma pessoa, atinge a família, os amigos, as pessoas ao redor. Então, o efeito de uma clínica como essa, de um atendimento como esse, é fantástico, é apaixonante".

"Só tenho que agradecer e parabenizar a Santa Casa, que teve a coragem de encarar esse processo todo e se tornar cada vez mais referência no tratamento do câncer, que é a doença que mais assola e acaba com as pessoas, que faz com que as pessoas sofram demais", comemora a prefeita Elizabeth Schmidt.

A obra do bunker radiológico, espaço blindado onde ficará instalado o acelerador linear, também chama atenção pela estrutura. As paredes possuem até 2,20 metros de espessura e a construção utilizou quase 800 metros cúbicos de concreto. Durante a concretagem, cerca de 30 toneladas de gelo foram empregadas para controle térmico da estrutura.

Além da modernização tecnológica, a Santa Casa também pretende consolidar o espaço como polo de pesquisa e inovação em oncologia. A instituição firmou parceria de longo prazo com a Elekta para desenvolvimento de ciência e novas tecnologias voltadas ao tratamento do câncer.

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