Proposta de concessão do aeroporto de PG avança em Brasília
Em meio às articulações realizadas em Brasília, a prefeita Elizabeth Schmidt reforçou junto ao Ministério de Portos e Aeroportos a necessidade de acelerar investimentos e avançar no processo de concessão do terminal

A reestruturação do Aeroporto Sant’Ana voltou ao centro das discussões estratégicas de Ponta Grossa. Em meio às articulações realizadas em Brasília, a prefeita Elizabeth Schmidt reforçou junto ao Ministério de Portos e Aeroportos a necessidade de acelerar investimentos e avançar no processo de concessão do terminal, considerado uma peça fundamental para ampliar a competitividade econômica do município e consolidar a cidade como polo regional de desenvolvimento.
A agenda na capital federal teve como foco o andamento das obras de ampliação do terminal e os próximos passos do modelo de concessão, que deve ser encaminhado ainda neste ano. A proposta representa uma mudança importante na estrutura administrativa e operacional do aeroporto, permitindo a atração de investimentos privados, modernização da infraestrutura e criação de condições técnicas para a retomada de voos comerciais regulares.
“Ainda em nossa agenda em Brasília, estivemos no Ministério de Portos e Aeroportos para tratar de pautas importantes para o futuro do nosso aeroporto. Durante a reunião, discutimos o andamento da obra de ampliação do terminal e também os próximos passos do processo de concessão, que deve acontecer ainda este ano. Seguimos trabalhando para garantir mais infraestrutura, crescimento e desenvolvimento para nossa cidade”, detalhou a prefeita através de uma rede social.
A movimentação do governo municipal ocorre em um momento em que Ponta Grossa busca fortalecer sua posição logística no Paraná. A cidade possui localização estratégica, forte presença industrial, expansão no setor de serviços e um agronegócio consolidado, fatores que ampliam a necessidade de uma estrutura aeroportuária eficiente e integrada aos grandes centros econômicos do país.
Mais do que uma obra de infraestrutura, a recuperação do Sant’Ana é vista como uma iniciativa capaz de produzir impactos diretos na economia local. Um aeroporto em operação comercial amplia a capacidade de atração de empresas, facilita deslocamentos corporativos, estimula o turismo de negócios e reduz barreiras logísticas para investidores. Em cidades médias e grandes polos regionais, a presença de voos regulares deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser uma exigência para sustentar ciclos de crescimento econômico.
O encontro no Ministério de Portos e Aeroportos ganha relevância justamente por inserir Ponta Grossa em uma agenda nacional de modernização da aviação regional. Ao discutir o avanço das obras e o processo de concessão, o município demonstra que busca planejamento de longo prazo e soluções estruturantes para um dos gargalos históricos da cidade.
CONCESSÃO
A concessão aparece como um caminho para acelerar resultados. Com participação da iniciativa privada, a expectativa é garantir maior capacidade de investimento, melhoria operacional e ampliação da segurança e da eficiência do terminal. O modelo já vem sendo adotado em diferentes aeroportos brasileiros, permitindo modernização mais rápida e maior capacidade de gestão técnica.
Além do impacto econômico, o fortalecimento do Aeroporto Sant’Ana possui peso estratégico para toda a região dos Campos Gerais. Um terminal apto a receber voos comerciais pode transformar Ponta Grossa em ponto de conexão regional, ampliando a integração com outros mercados e reduzindo a dependência de aeroportos de cidades vizinhas.
Historicamente, aeroportos funcionam como portas de entrada do desenvolvimento. São estruturas que aproximam cidades de oportunidades, conectam cadeias produtivas e aumentam a circulação de pessoas, serviços e investimentos. Em um cenário de competitividade crescente entre municípios, possuir uma estrutura aeroportuária moderna representa vantagem logística e econômica.
A articulação política em Brasília demonstra que o governo municipal tenta transformar uma antiga reivindicação em projeto efetivo de desenvolvimento. A consolidação do processo dependerá de continuidade administrativa, apoio institucional e capacidade de atrair investidores interessados na concessão. Ainda assim, o avanço das negociações sinaliza que o Aeroporto Sant’Ana voltou a ocupar posição estratégica no planejamento futuro de Ponta Grossa.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Articulação em Brasília: A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, reuniu-se com o Ministério de Portos e Aeroportos para cobrar a aceleração dos investimentos, discutir o andamento das obras de ampliação do terminal e planejar o avanço do processo de concessão.
- Modelo de concessão: O plano do governo municipal é encaminhar a concessão do aeroporto à iniciativa privada ainda este ano (2026), visando garantir maior capacidade de investimento, modernização rápida da infraestrutura, melhoria operacional e segurança técnica.
- Objetivo e impacto econômico: A reestruturação e a privatização buscam criar condições para a retomada de voos comerciais regulares, transformando Ponta Grossa em um polo de conexão regional nos Campos Gerais, facilitando deslocamentos corporativos e estimulando o turismo de negócios.





















