Após redução no preço da gasolina, valores continuam os mesmos nos postos de PG
Petrobras anunciou no dia 26 de janeiro que combustível ficaria mais barato para as distribuidoras, mas consumidor final não sente a mudança

A Petrobras anunciou no dia 26 de janeiro uma redução de 5,2% no preço da gasolina, que seria válido a partir do dia 27. Com a redução, o combustível ficou, em média, R$ 0,14 mais barato para as distribuidoras, mas a redução não se reflete nos valores repassados ao consumidor final.
Segundo dados obtidos no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio em Ponta Grossa no dia 25 de janeiro era de R$6,65. Até o momento, o site não foi atualizado com a média mais recente.
Ao mesmo tempo, um levantamento realizado ao acompanhar os preços listados no aplicativo Menor Preço, do Nota Paraná, indica que não houve mudança no preço pago pelos consumidores em Ponta Grossa.
No dia 27 de janeiro, data em que se iniciou a validade da redução por parte da Petrobras, a gasolina comum mais barata em Ponta Grossa custava R$ 5,99. Nesta terça-feira (3), o aplicativo mostra o exato mesmo preço, nos mesmos postos.
DISTRIBUIDORAS
A redução divulgada pela Petrobras fez com os preços pagos pelas distribuidoras ficasse, em média, R$ 2,57 por litro. Neste caso, a redução é referente à gasolina A, o combustível puro que sai das refinarias, e é posteriormente misturado com o etanol pelas distribuidoras, para então ser vendido ao consumidor final.
Até o momento que o combustível chega ao consumidor final, ele passa por outros processos que aumentam o custo, como, por exemplo, o frete, a própria mistura com o etanol, a cobrança de impostos, e também a margem de lucro dos postos.
PRODUÇÃO RECORDE
A Ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), publicou dados da ANP em seu perfil no X, antigo Twitter, e citou a privatização da Distribuidora e da Liquigás, ainda durante o governo Bolsonaro, como causas para o preço continuar os mesmos para os consumidores.
"A privatização da BR Distribuidora e da Liquigás impede que essa redução de preços chegue plenamente à população consumidora. É preciso corrigir esse que foi um dos maiores crimes já cometidos contra o país e o patrimônio do povo brasileiro", afirmou Gleisi.
Ainda em sua publicação, a ministra divulgou que no ano de 2025, o Brasil atingiu a marca recorde de 3,77 milhões de barris de petróleo por dia. Esse número representa uma alta de 26% desde o início do governo do presidente Lula. Os dados são da ANP. Desse total, aproximadamente dois terços dessa produção vem diretamente da Petrobras. Os números, apesar de positivos, não se refletem em uma redução real no preço pago pelo consumidor.




















