Família divulga vídeo e contesta versão sobre morte de adolescente em PG
Gravação é uma tentativa de demonstrar que o adolescente não aparentava portar qualquer objeto naquele momento
Publicado: 04/01/2026, 18:13

A família de Luiz Eduardo Silveira Quadros dos Santos, adolescente de 17 anos morto durante uma ação policial no bairro Neves, em Ponta Grossa, divulgou nas redes sociais um vídeo que, segundo os familiares, mostra o jovem saindo de casa momentos antes de ser morto. As imagens são utilizadas pela família para questionar a versão oficial apresentada após a ocorrência.
No vídeo, Luiz Eduardo aparece sem camiseta e deixa a residência em uma motocicleta. De acordo com o relato dos familiares, a gravação é uma tentativa de demonstrar que o adolescente não aparentava portar qualquer objeto naquele momento. A família afirma que, pela forma como ele aparece nas imagens, seria impossível esconder uma arma, argumento usado para reforçar o pedido de apuração detalhada do caso.
Junto à divulgação do vídeo, um familiar publicou um longo texto nas redes sociais em que descreve Luiz Eduardo como um jovem que havia acabado de almoçar com a família, compartilhado momentos simples e saído de casa como “tantos outros adolescentes”. No relato, os parentes reconhecem que o jovem cometeu infrações de trânsito, como pilotar sem capacete e em uma motocicleta irregular, mas argumentam que situações desse tipo deveriam ser resolvidas por meio de abordagem policial, e não com a morte.
Ainda segundo a família, Luiz Eduardo teria fugido por medo de perder a motocicleta ou de sofrer agressões, e não por envolvimento em crimes. O texto afirma que o pai do adolescente tentou intervir ao perceber a movimentação policial e que chegou a pedir para que os disparos não fossem efetuados. Pouco depois, ele teria ouvido os tiros que resultaram na morte do filho, ainda no local.
A versão apresentada pelos familiares contesta a narrativa de confronto e levanta questionamentos sobre a dinâmica da ação policial, destacando que querem apenas a verdade dos fatos, sem pedidos de vingança ou indenização. “Queremos a apuração real dos fatos e que o nome de Luiz Eduardo seja respeitado”, diz o texto.
Por sua vez, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou, em notas divulgadas anteriormente, que instaurou procedimento para apurar a ocorrência e que o caso segue sob investigação, com os fatos sendo analisados pelos órgãos competentes.
O adolescente foi sepultado na última sexta-feira (2), e o caso continua gerando comoção e debate em Ponta Grossa, especialmente nas redes sociais, onde familiares e moradores pedem esclarecimentos e transparência na condução das investigações.




















