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Mega fábrica de R$ 1 bi da Nissin em Ponta Grossa vai exportar macarrão instantâneo

O complexo, projetado para ter 68,2 mil metros quadrados de área construída e gerar cerca de 550 empregos diretos, será dedicado à produção de macarrão em pacotes e do produto Cup Noodles

Projeção da fábrica da Nissin em Ponta Grossa, que deve inaugurar em 2027
Projeção da fábrica da Nissin em Ponta Grossa, que deve inaugurar em 2027 -

Publicado por Lilian Magalhães

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A construção da nova fábrica de R$ 1 bilhão da Nissin Foods em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, já movimenta a economia local e reforça o perfil industrial da região. O complexo, projetado para ter 68,2 mil metros quadrados de área construída e gerar cerca de 550 empregos diretos, será dedicado à produção de macarrão instantâneo em pacotes e do Cup Noodles, com parte da fabricação voltada à exportação para outros mercados.

Instalada em um terreno de 413,2 mil metros quadrados às margens da PR-151, no km 164, entre Ponta Grossa e Castro, a unidade integra o planejamento de expansão da multinacional japonesa no Brasil. A conclusão da obra está prevista para abril de 2027, prazo em que a planta deve iniciar a operação plena e consolidar o município como um dos principais nós logísticos do setor alimentício no Sul do país.

Produção de macarrão instantâneo e Cup Noodles

A nova linha industrial da Nissin foi desenhada para aumentar a capacidade de produção do tradicional macarrão instantâneo em pacotes e da versão em copo, o Cup Noodles, marca já consolidada entre consumidores brasileiros.

A expectativa é que a fábrica atenda não apenas ao mercado interno, mas também funcione como base para o envio de produtos a outros países da América Latina.

Com a entrada em operação, Ponta Grossa amplia sua participação na cadeia de alimentos processados e fortalece a presença em um segmento de consumo massivo, de alta rotatividade nas gôndolas de supermercados.

A combinação entre produção em escala, variedade de sabores e logística integrada é apontada como um dos fatores que devem sustentar a competitividade da planta no médio e longo prazo.

Com a entrada em operação, Ponta Grossa amplia sua participação na cadeia de alimentos processados.
Com a entrada em operação, Ponta Grossa amplia sua participação na cadeia de alimentos processados. |  Foto: Reprodução.
  

Cronograma das obras e porte do complexo industrial

As obras avançam em ritmo considerado adequado pelos responsáveis pelo projeto. O cronograma prevê a conclusão da estrutura principal até abril de 2027, incluindo áreas de produção, armazenamento, utilidades, segurança e apoio administrativo.

Ao todo, serão 68,2 mil m² de área construída dentro de um terreno de 413,2 mil m², o que permite prever futuras expansões sem necessidade de mudança de endereço. Esse porte coloca a unidade entre os maiores empreendimentos industriais recentes da região, tanto em volume de investimentos quanto em dimensão física.

A área disponível também possibilita a instalação de novos equipamentos, linhas adicionais ou centros de distribuição, caso a empresa decida ampliar a presença no mercado brasileiro e em outros países. O projeto prevê a criação de pelo menos 550 empregos diretos, com potencial de ultrapassar esse número à medida que a planta alcance sua capacidade máxima de produção.

Além dos postos formais dentro da fábrica, a obra e a operação tendem a estimular empregos indiretos em serviços terceirizados, transporte, manutenção, alimentação e comércio local. A instalação da unidade vem acompanhada de ações de formação de mão de obra, em parceria com o governo do Paraná por meio de programas de qualificação profissional.

A perspectiva é que parte dos trabalhadores seja treinada especificamente para atuar nas linhas de produção e em áreas técnicas ligadas à indústria de alimentos, o que contribui para elevar o nível de especialização na região dos Campos Gerais.

O investimento da Nissin integra o programa Paraná Competitivo; escolha de Ponta Grossa como sede reforça a posição do município como um dos principais polos industriais do estado.
O investimento da Nissin integra o programa Paraná Competitivo; escolha de Ponta Grossa como sede reforça a posição do município como um dos principais polos industriais do estado. |  Foto: Reprodução.
  

Paraná Competitivo e atração de investimentos

O investimento da Nissin integra o programa Paraná Competitivo, iniciativa do Governo do Estado voltada à atração de empresas por meio de incentivos fiscais e apoio à implantação de projetos industriais. Nos últimos seis anos, o programa acumulou mais de R$ 57 bilhões em aportes privados e 467 contratos firmados, consolidando o Paraná como um dos estados com ambiente mais favorável para novos negócios.

No caso da Nissin Foods, o apoio estadual envolve tanto a concessão de benefícios fiscais quanto articulação com órgãos de infraestrutura, qualificação profissional e desenvolvimento regional. A presença de um grupo global do porte da Nissin é apontada por autoridades locais como um indicador da capacidade do Paraná de competir por investimentos com outros estados e países.

Ponta Grossa como polo industrial e logístico

A escolha de Ponta Grossa como sede da nova unidade reforça a posição do município como um dos principais polos industriais do Paraná. A cidade já concentra empreendimentos relevantes nos setores de alimentos, papel e celulose, pneus, bebidas e logística, entre outros segmentos. A localização às margens da PR-151, com conexões para rodovias de grande fluxo, facilita o escoamento de mercadorias para outras regiões do Brasil e para portos utilizados em exportações.

Além da infraestrutura viária, Ponta Grossa conta com distritos industriais estruturados e crescente oferta de serviços voltados ao setor produtivo, como transporte de cargas, armazenagem e manutenção de máquinas. A chegada da mega fábrica da Nissin tende a intensificar essa dinâmica e a atrair novos fornecedores e parceiros para o entorno do empreendimento.

Expansão da Nissin no Brasil

Com a nova planta, a Nissin Foods do Brasil fortalece sua atuação no país, onde já produz dezenas de itens voltados ao consumo direto, principalmente na linha de macarrão instantâneo. A instalação em Ponta Grossa insere o Paraná de forma ainda mais evidente no mapa global da empresa, que mantém unidades industriais em diferentes continentes e utiliza o Brasil como um de seus mercados estratégicos.

A combinação de mercado consumidor robusto, infraestrutura logística e programas estaduais de incentivo foi determinante para a escolha do local, segundo informações divulgadas por órgãos oficiais. A expectativa é que a operação da fábrica paranaense contribua tanto para consolidar a marca junto ao público brasileiro quanto para ampliar o envio de produtos a países vizinhos.

Com informações do Portal Click Petróleo e Gás.

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