Reitor projeta PG como o maior polo universitário do Sul do Brasil
A Universidade Estadual de Ponta Grossa pode ser protagonista no desenvolvimento do maior polo universitário do Sul do Brasil em um futuro próximo, na visão do reitor Miguel Sanches

Instituição fundamental na história do município, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com 52 anos, já projeta como devem ser os próximos anos. Na visão do reitor Miguel Sanches Neto, empossado para o segundo mandato no início do mês, o município tem potencial para se tornar o maior polo industrial-universitário do Sul do Brasil em um futuro próximo.
“Nos próximos 5 ou 10 anos, vejo Ponta Grossa como o maior polo industrial-universitário do Sul do Brasil, algo como Campinas se transformou no estado de São Paulo, com o adicional de se tornar um dos maiores destinos de turismo ecológico, explorando de forma sustentável as riquezas naturais, fixando no campo as comunidades tradicionais”, explica o reitor.
Para que isso seja possível, Sanches Neto avalia que a integração entre a comunidade e a universidade é fundamental. Além disso, segundo o reitor, as instituições de ensino superior públicas e privadas da cidade devem trabalhar em conjunto. “É preciso uma maior integração entre os cursos universitários e a comunidade, buscando resolver problemas locais. Há que se aproximar mais os nossos currículos das demandas sociais, industriais e pedagógicas da cidade, entendendo cada curso como um braço de uma agência de desenvolvimento social”, analisa.
Para projetar o futuro, é necessário também valorizar o passado. É dessa forma que Miguel Sanches relembra o protagonismo da UEPG na história da cidade. O reitor define como “momento-chave” para o município a criação da universidade, em 1969. Hoje em dia, com cerca de 10.375 estudantes entre os cursos presenciais, EaD e de pós-graduação, a instituição tornou Ponta Grossa uma cidade universitária.
“Podemos dividir a história de Ponta Grossa em três momentos-chave. O primeiro deles é o do tropeirismo, que criou na cidade um centro de comércio e de fixação de população vinda de outros lugares. O segundo momento é o das linhas ferroviárias, que fizeram da cidade o maior entroncamento do Sul do País, determinando o início de nossa indústria e o fortalecimento do comércio, criando prosperidade financeira. O terceiro momento começa com a criação da FAFI, a faculdade que interiorizou o ensino superior no Paraná, e com as outras faculdades, até o surgimento da UEPG, em 1969. Com os cursos superiores deu-se a prosperidade intelectual da cidade e da região, atraindo outro tipo de indústria, outras faculdades e universidades”, avalia.
Por fim, o reitor pede mais união para o crescimento de Ponta Grossa na comemoração dos 199 anos do município. “Que a classe política se una nas suas divergências em prol de uma cidade mais humana, com maiores oportunidades para todos e todas”. A UEPG conta atualmente com 49 cursos de graduação, 23 cursos de mestrado, 16 de doutorado e 20 especializações, totalizando mais de 100 cursos entre os presenciais e de Educação a Distância (EaD).




















