UEPG exalta vínculos familiares na história da instituição

Conheça histórias de pais e filhos que encontram na UEPG um espaço para se desenvolver profissionalmente, mas também, para estreitar os laços familiares

Histórias representam forte ligação entre mães e filhas dentro da UEPG.
Histórias representam forte ligação entre mães e filhas dentro da UEPG. -

Mario Martins

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Conheça histórias de pais e filhos que encontram na UEPG um espaço para se desenvolver profissionalmente, mas também, para estreitar os laços familiares

Nos corredores da Universidade Estadual de Ponta Grossa moram inúmeras histórias. Professores, servidores e estudantes de várias origens e com vários destinos já chamaram a UEPG de casa. Entretanto, para algumas pessoas, a UEPG é como um segundo lar, onde a história da sua família se transforma. Histórias de pais e filhos, avós e netos, enfim, gerações e gerações de familiares que encontram na UEPG um espaço para se desenvolver profissionalmente, mas também, para estreitar os laços familiares.

Em homenagem ao Dia das Mães, conheça duas histórias que representam esta forte ligação entre mães e filhas dentro da UEPG. Josecler Kapp Lepinski trabalha na Pró-reitoria de Planejamento (Proplan) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) há 29 anos. Ela iniciou suas atividades na UEPG no dia 03 de maio de 1993, trabalhando como secretária no Departamento de Física (DEFIS), onde ficou por 21 anos. “Posso dizer com orgulho que faço parte da família do Defis e o Defis faz parte da minha família”, conta.

Nestes 21 anos, Josecler se tornou mãe e passou a equilibrar os afazeres maternos e seu trabalho na Universidade. “Em 2014, fui convidada para trabalhar na Proplan como secretária do então pró-reitor. Como gosto de desafios, aceitei. Em 2015, passei para a função de Pesquisadora Institucional, cargo que ocupo até hoje”, explica Lepinski.

“A UEPG é minha segunda casa e a minha história se entrelaça com a instituição desde a minha infância, seja através dos laços da minha mãe e do meu pai ou inspirando meu irmão e meus sobrinhos”, reflete Fabiana Postiglione Mansani. Com 31 anos de UEPG, Fabiana foi professora do departamento de Ciências Farmacêuticas por 20 anos. Atualmente, é professora do departamento de Medicina e diretora do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde (Sebisa).

Sua mãe, Neuza Mansani, passou 30 anos como professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino (DEMET) e se aposentou em 2000. Para Neuza, a UEPG foi, além de casa, um aprendizado constante. “Aqui eu escrevi minha história de vida, como professora e educadora, o que possibilitou a abertura de outros espaços, de contribuição para educação e cultura para nossa cidade e além”, comenta.

Tanto Josecler quanto Neuza puderam acompanhar de pertinho a realização das filhas que entraram para a universidade, e por se tratar da UEPG, esta realização teve um gosto ainda mais especial.

Pelos corredores da UEPG

“Minhas filhas Julia e Luiza frequentavam a UEPG desde cedo. Gostavam muito de ir ao Departamento de Física para aprender com os “tios” que era como elas chamavam os professores. ​​Para mim, é um orgulho que a minha filha Julia estude Medicina na UEPG, pois, entre tantas ela escolheu a UEPG, a universidade que representa a minha vida”, expressa Josecler, emocionada.

Antes mesmo de sair o resultado do Processo Seletivo da filha, Josecler já acreditava que o futuro da filha seria estudar medicina na UEPG. “Na semana que sairia o resultado do PSS, eu comprei um jaleco bordado com o nome dela, o brasão do curso de medicina e um estetoscópio, e coloquei em uma caixa de presente. Quando soubemos que ela passou, entreguei o presente para ela muito emocionada, porque tinha certeza que ela tinha feito a escolha certa”, afirma Lepinski.

Neuza Mansani não se lembra de uma época em que não queria ser professora. “Eu me sentava com meu pai na caixa de lenha da cozinha de nossa casa, e ali eu conheci as letras e os números”, reflete. A partir daquele momento, ser educadora era uma questão de tempo. “Assim, preparei-me para entrar na Universidade Estadual de Ponta Grossa e cursar Pedagogia, cursei com sucesso e terminei com uma medalha de Honra ao Mérito”, continua.

Na UEPG, foram 30 anos, entre 1970 e 2000, de muito trabalho, envolvimento e dedicação. Além de professora, Neuza foi chefe de departamento, diretora de setor e mentora do curso de Artes. “Um tempo de trabalho muito intenso e gratificante. Ao passar pela UEPG, busquei contemplar a todos com minha atenção humanística”, relata, ao se lembrar de confraternizações com as equipes da Universidade. Depois de aposentada, Neuza participou do desenvolvimento de objetivos e metodologias para o recém-formado curso de Medicina.

As memórias se confundem

A primeira memória de Fabiana na UEPG é com 4 anos de idade. “Lembro de acompanhar minha mãe em suas aulas e trabalhos durante a sua formação em Pedagogia”, recorda. “E a vida passa num piscar de olhos. Minha mãe foi de aluna a professora universitária e eu fui crescendo e brincando de ser professora, sentada no chão ao lado dos seus estudos e discussões universitárias”.

Na lembrança de Fabiana, estão alojadas palavras e conceitos que escutou ainda enquanto criança, quando brincava na sala dos professores do “saudoso Demet”. Posteriormente, com 10 anos, Fabiana viu seu pai, Luiz Conrado Mansani, lecionar Anatomia para os cursos de Farmácia e Odontologia. “A UEPG é tão inspiradora”, frisa.

Em 1983, chegou a vez de Fabiana: foi aprovada no vestibular para o curso de Farmácia. Por questões pessoais, ela precisou trancar o curso e retomou em 1984, já grávida. “A história estava se repetindo. Agora, universitária, eu levava a Gyanna, minha filha, para as aulas e as atividades acadêmicas”, reflete.

Entre graduação e docência, as memórias se misturam. Fabiana foi aprovada em concurso docente em 1990 e agora, caminhava os corredores do Bloco M com Manuella, sua outra filha. Assim como sua mãe, Fabiana também ocupou posições administrativas. Foi diretora de ensino da Pró-reitoria de Graduação (Prograd), chefe de departamento e diretora de setor.

Julia Kapp Lepinski é a filha mais velha de Josecler e sua história com a UEPG começou quando ela, ainda pequena, visitava as aulas do curso de Física com a mãe.  “Minha mãe começou a trabalhar na UEPG como secretária do curso de Física, e foi nesse momento, que minha admiração pela universidade começou”, relata.

“Quando eu era criança, assistia a algumas aulas de Física que mais pareciam grego para mim, mas ela me deixava brincar nos quadros das salas de aula, desenhar e usar os seus carimbos, o que eu adorava! Essas situações se tornaram determinantes para a minha escolha de estudar na UEPG”, relembra Julia.

Sempre ao lado da mãe, Julia Lepinski frequentava a UEPG e acompanhava o trabalho de Josecler. Ao longo dos anos, ela percebia que tinha em sua frente um grande exemplo profissional.

“Minha mãe sempre foi o meu maior exemplo tanto pessoal quanto profissional. Ela é a pessoa mais trabalhadora, responsável e empenhada que eu conheço, além dela ser uma ótima líder, muito comprometida com o seu trabalho. A minha escolha pelo curso de Medicina, além do meu amor pela área, se baseou no fato de eu querer me tornar algum dia metade da grande mulher que a minha mãe é, e com certeza, trazer muito orgulho para ela”, declara.

Na família Mansani, a UEPG vai além de Neuza, Fabiana e Luiz Conrado. “Somos uma família de pessoas comprometidas com o trabalho, que dignificamos o nosso status de educadores e honramos a UEPG”, fala com orgulho Neuza. O filho mais novo de Neuza, Fabio Postiglione Mansani; seu neto, Gianlucca Correia Mansani; e sua nora, Rafaela Marinho Mansani, também integram o quadro de funcionários da Universidade. As filhas de Fabiana, entretanto, optaram por outro caminho. “Minhas duas filhas foram aprovadas no vestibular da UEPG, mas infelizmente optaram por outros cursos”, conta Fabiana.

Ainda que sejam de diferentes áreas de atuação, para as duas famílias, não existe distância na UEPG que separe as filhas das mães, quando o assunto é o colo aconchegante ou algum conselho necessário.

“Eu gosto muito de estudar na mesma instituição em que a minha mãe trabalha, porque sempre que eu preciso, posso correr na sala dela e pedir um colo ou um ombro amigo. Mãe é uma figura amiga, companheira, confidente, carinhosa e inspiradora, e minha mãe é tudo isso”, ressalta Julia.

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