Casa que jovem morreu em PG tinha cão em situação de maus-tratos

Segundo a Polícia Civil, o animal estava com uma fratura exposta e muito magro

Segundo a Polícia Civil, o animal estava com uma fratura exposta e muito magro
Segundo a Polícia Civil, o animal estava com uma fratura exposta e muito magro -

Andre Bida

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Segundo a Polícia Civil, o animal estava com uma fratura exposta e muito magro

O imóvel onde um jovem de 19 anos foi encontrado morto, na última sexta-feira (18) abrigava um cão em situação de maus-tratos. A informação divulgada nesta segunda-feira (21) pela Polícia Civil revela que o animal estava com uma fratura exposta e muito magro.

A Polícia encontrou o animal durante buscas realizadas no domingo (20). "Ainda no momento de cumprimento do mandado verificamos que o casal tinha um cachorro que, de acordo com os vizinhos, teria sido atropelado recentemente, sem que o casal tutor tenha prestado os cuidados necessários para sua recuperação", explicou Luis Gustavo Timossi, delegado da 13ª Subdivisão Policial.

"Infelizmente, o animal estava com uma fratura exposta e muito magro. Imediatamente foi acionado o resgate, que recolheu o animal para que os cuidados necessários fossem realizados. Por conta de tal fato, o casal deverá responder ainda por maus-tratos a animais", completa.

Jovem é encontrado morto dentro de residência

Um jovem de 19 anos foi encontrado morto no interior de uma residência, na manhã desta sexta-feira (18), na rua Rio Grande do Sul, no bairro Órfãs, em Ponta Grossa. Informações preliminares apontam que o rapaz morreu vítima de tortura e o corpo apresentava diversas marcas de agressões, mas somente uma perícia detalhada poderá confirmar a causa da morte. A família da vítima alega morte natural.

De acordo com o delegado Luís Gustavo Timossi, que presidiu a ocorrência, embora haja forte suspeita de que o jovem Rômulo Luiz Fernandes Borges tenha sido assassinado por seu padrasto, há necessidade de maior aprofundamento das investigações para completo esclarecimento dos fatos, motivo pelo qual os investigados poderão ser ainda indiciados por homicídio.

Inicialmente, por restar comprovado que a vítima era maltratada em sua residência e teve sua integridade física exposta a perigo, fato que ensejou sua morte, ambos os investigados foram autuados pela prática do crime de maus-tratos com resultado morte, previsto no art. 136, §2º do Código Penal, cuja pena pode chegar a 12 (doze) anos de prisão, tendo sido recolhidos a Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Cena de crime pode ter sido adulterada por casal

De acordo com o delegado, "tudo indica que o local foi adulterado com a intenção de prejudicar a colheita de provas pelos órgãos policiais", disse. "No quintal da residência, foram encontradas roupas e cobertas que acreditamos que eram as que verdadeiramente estavam sendo utilizadas pela vítima, motivo pelo qual os objetos foram apreendidos", complementa Timossi.

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